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Voo seguro, com pilotos exaustos?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Não é seguro pilotos estressados no comando da aeronave (Foto: Pixabay)

Ai, ai… Se a moda pega, o transporte considerado mais seguro, o avião, vai ser o mais ariscado. Os últimos acidentes trágicos com aeronaves deixaram os passageiros preocupados. Tantos os que têm aerofobia como os que são totalmente desencanados. Mas, aqui, nosso ponto é outro: a saúde e segurança do trabalho é o que nos importa. Assim, trago uma informação inquietante. No final de novembro, um piloto de um avião da GOL afirmou perante os passageiros que estava “sem condições físicas” e cancelou o voo que faria entre o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, e o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Um dos passageiros filmou o momento em que o piloto fez a revelação: “Vou ser sincero com todos vocês: não tenho nem mais reflexos. Não tenho mais condições físicas”, afirmou o comandante. É mole? “A legislação brasileira é bem clara. Existe um limite de jornada possível para os pilotos e os comissários”, explicou. A atitude do piloto foi comemorada. Segundo a legislação, a tripulação, que envolve pilotos e comissários, só pode trabalhar até 12 horas por dia. Se extrapolar esse limite, outra equipe deve ser acionada para substituí-la.

As empresas aéreas nem sempre têm uma equipe “de reserva” em casos de problemas por condições meteorológicas, o que acaba causando um dominó de voos atrasados. Em nota a companhia aérea aprovou a conduta do piloto. Disse que a GOL aplica “permanentemente o monitoramento e controle das jornadas de trabalho de seus colaboradores e desenvolve programas de gerenciamento de fadiga alinhados às melhores práticas da indústria da aviação mundial”. Será? Proponho que, aproveitando este momento de consternação, as companhias aéreas coloquem verdadeiramente em prática políticas para preservar a saúde física e mental de seus profissionais. Tudo de mais preocupante nesse setor é que pilotos e tribulação dos aviões ‘amanheçam’ com a síndrome de burnout (literalmente, “algo que queima até não sobrar nada”), também chamada de exaustão ou esgotamento, que acomete diversas profissões. Em geral, a síndrome é consequência do excesso ou sobrecarga de trabalho. Os passageiros agradecem ou, vou de ônibus para Salvador!

 

4 Comentários

  1. Susana Hidas

    O problema é que não é seguro viajar de ônibus também, Emily. Os motoristas de ônibus e caminhões também sofrem do mesmo mal. Para viajarmos seguros por este Brasil,n só mesmo indo a pé.

  2. ROBERVAL JANELI SANTOS

    Gostei de voce de ver abordar essa matéria!.Existe um ditado antigo que diz”Quem avisa amigo é” Ser profissional é respeitar-se,meu colega Leonidio um dia falou nos precisamos de “cabeça de obra e não mão de obra”,e eu concordo com isso.Uma analise de risco tem fatores objetivos e subjetivos a serem levados em conta.
    Fico feliz em saber que este piloto se respeitou e evitou a tragedia,parabéns para a empresa que consegue ter funcionários com essa consciência.

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