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Vem aí evento, em São Paulo, que abrirá a interlocução do governo com os profissionais de SST sobre as mudanças do setor

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Segurança de máquinas é função da NR 12 (Foto Pixabay)
Walter Luís Künzel, especialista em NR 12 (Foto reprodução)

Enquanto não ocorre o debate nacional com o governo sobre a nova SST, marcado para o dia 13 de junho, em São Paulo, quando os servidores federais responsáveis pela área de saúde e segurança do trabalho abrirão a interlocução com empregadores, trabalhadores e líderes do setor, podemos aqui refletir sobre as possíveis mudanças que virão.

Depois que o governo Bolsonaro deu as primeiras dicas de que as normas regulamentadoras vão ser alteradas, o burburinho do setor começou. Mas quem é sério e atua prestando serviços à área de segurança do trabalho consegue analisar com um mínimo de lucidez. “De fato, essas últimas semanas têm sido bem agitadas, com o assunto das alterações das normas regulamentadoras no setor”, diz o engenheiro mecânico Walter Luís Künzel, especialista em NR 12, que trata de segurança de máquinas, e uma das normas que sofrerão alterações, com certeza.

Künzel aposta que o governo vai fazer mudanças bem significativas. No entanto, não acha que será nada drástico, que inviabilize a prevenção contra as doenças e acidentes de trabalho, pois o governo não seria irresponsável de permitir que o País viesse a ter um excesso estatístico de infortúnios laborais. “Especificamente na prevenção das máquinas, já sabemos a realidade das empresas. Os auditores já têm o levantamento de dados, que não é pouca informação, e é desfavorável aos empresários”, afirma. Segundo ele, os empresários não estão dando a atenção que devem à segurança.

A última alteração da NR 12 trouxe muitas exigências, que resultaram em altos gastos aos empresários. “Acredito que a mudança vá diminuir a exigência, com pontos que ficaram extremamente rigorosos, como a obrigação de se instalar contatores e reles, que são peças caras para os empresários”, explica. No aspecto geral da segurança, Künzel crê que não haverá a eliminação de 90% das normas. “Sabemos que os empresários não estão fazendo a parte deles, mas algumas normas precisam mesmo de revisão, até porque no caso de máquinas, há como fazer adequações de segurança de uma maneira mais econômica. Por exemplo, não há necessidade de se obrigar a colocar o rele de segurança em cada dispositivo das máquinas. Porém, existem consultorias exagerando nas especificações de componentes eletroeletrônicos, que acabam afastando os empresários de investirem nas adequações”, explica.

Aliás, Künzel é bastante crítico quanto ao despreparo dos profissionais que estão atuando com adequações de máquinas nas indústrias. “Sei que estou fazendo uma defesa da minha área, mas sei também que engenheiro de segurança com graduação em arquitetura, florestal, civil, químico, entre outras, não estão qualificados conforme Resolução 218/1973 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), para propor projetos sobre a NR 12. É preciso ser engenheiro mecânico ou eletricista para que se faça o que é  necessário à segurança do operador de máquinas, sem excessos que encareçam demais”, afirma.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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