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Vamos lembrar que os trabalhadores que não estão em quarentena sofrem com a vibração ocupacional

Emily Sobral Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Vibração é isso aí, meu filho (Foto Pixabay)

Pode parecer inoportuno tratar da exposição ocupacional às vibrações causadas nas operações de máquinas e equipamentos, como, por exemplo, empilhadeiras, tendo em vista que estamos vivendo em quarentena devido ao Covid-19. Não, senhores, para que tenhamos nossos alimentos em casa, há ainda muitos trabalhadores operando máquinas nas indústrias e, por vezes, sentindo os efeitos da vibração em mãos, braços ou no corpo inteiro. Portanto, relembro as medidas preventivas e corretivas contra esse agente nocivo, que deve ter a atenção dos profissionais de segurança do trabalho.

As ferramentas, como furadeiras, motosserras, marteletes, entre outras, produzem vibração de mãos e braços. De acordo com a Norma de Higiene Ocupacional (NHO) 9 e 10, publicada pela Fundacentro, é possível fazer a gestão do risco de vibração em trabalhadores. O objetivo da norma é minimizar as probabilidades que a exposição à vibração causam ao sistema de braço e mãos, e corpo inteiro, bem como evitar que o limite de exposição seja ultrapassado.

Não basta apenas realizar as avaliações da exposição ocupacional a vibrações, para que o trabalhador fique protegido das consequências sobre sua saúde. A gestão vai mais além, pois é necessário que as empresas estejam atentas ao monitoramento periódico sobre esse risco. Por exemplo, o setor de SST avaliou o grau de vibração de um determinado equipamento, sugerindo medidas preventivas e processos de trabalho. Porém, se essa máquina desgasta-se com o tempo e não sofre manutenção, certamente poderá oferecer um maior grau de vibração. Não menos importante nessa gestão é informar os trabalhadores sobre os riscos e fazer um controle médico competente. Com a avaliação sistemática para reconhecer a real exposição à vibração a que os empregados estão submetidos, as ações corretivas envolvendo procedimentos e sistemas de trabalho podem minimizar os danos à saúde. Por exemplo, a exposição repetitiva à vibração de alta intensidade e duração nas mãos pode levar à Síndrome de Raynaud, mais conhecida como doença dos ‘dedos brancos’, enfermidade do sistema circulatório, que provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos, correndo inclusive o risco de perda de membros superiores.

Ou seja, cuidar do efeito da vibração causada na operação de máquinas e equipamentos deve ser permanente, independentemente do isolamento social vivido pela sociedade brasileira.

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