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Vai encarar o “isocianato”? Só se for com proteção respiratória

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Industry engineer holding metal product with using safety work
Proteção respiratória, mais do que necessária

A segurança do trabalho na indústria química enfrenta vários desafios, uma vez que o manejo dos produtos ou substâncias nem sempre é completamente compreendido pelos responsáveis numa área industrial.

Os químicos podem contaminar o organismo, quando penetrados pela via respiratória, ingestão ou pele. Com isso, o aparecimento de doenças ocupacionais em trabalhadores desse setor deve ser prevenido. O desafio da gestão do  isocianato em uma indústria é o que tratarei neste post. Esse nome ‘cabeludo’ está presente na aplicação comercial da cola de poliuretano (PUE). O PUE é versátil e é empregado em vários produtos. Tem textura de espuma e aparência entre cortiça e isopor. O poder comercial de poliuretano o faz ser consumido no mundo inteiro como forma de espumas. Mas para não fugir da essência deste blog, pergunto: como os  isocianatos representam um perigo à saúde do trabalhador? Isso ocorre durante o processo de fabricação dos produtos inacabados. A origem desse perigo está nos  isocianatos livres, que estão nos produtos inacabados de PUE, especialmente no processo de fabricação de colas quentes, espumas ou resinas. Assim como no verniz em spray, a substância, na forma de vapor ou aerossol, pode contaminar o ar no local de trabalho.

Doenças e lesões de origem alérgica nas vias respiratórias podem aparecer decorrentes do contato com o isocianato. Os sindicatos alemães divulgam todos os anos vários novos casos. O perigo maior dessa substância está no fato de ele não ter cheiro é, além de ser perigoso mesmo em baixíssimas concentrações. Encerro com outra pergunta: como se faz para proteger o trabalhador dos seus efeitos nocivos?

Na área de pulverização, os sistemas de proteção respiratória são bem eficazes, desde que aceitos pelos trabalhadores se houver conforto no uso de um aparelho. Os perigos de inalação por isocianatos não devem ser subestimados pelos usuários. É ingenuidade considerar que somente após muitos anos haverá prejuízos à saúde.

Como prejudica todo o organismo, os isocianatos podem levar a doenças graves.

Recomenda-se o uso e a necessidade da utilização de sistemas de proteção respiratória previstos nas normas NR-9, NR-15 e a NR-25, que tratam de resíduos.

Trata-se de entender que, para haver prevenção, é imperativo que os sistemas de proteção respiratória, estabelecidos pela legislação correspondam, na prática, às normas. Também é importante avaliar os aparelhos nos locais, pois somente a proteção respiratória adequada é eficiente à preservação da saúde.

Com um perigo tão real e iminente, só resta às empresas e aos trabalhadores cumprir o que recomenda a lei de prevenção contra substâncias químicas tão perigosas.

Dou minha sugestão aos empregadores: coloquem à disposição do empregado um qualificado aparelho de proteção respiratória individual, além de treinamento em seu uso, pois manutenção e limpeza fazem parte do pacote de prevenção.

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