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Treinar com objetivo e previdência

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Treinamento voltado à indústria da construção civil (Foto Pixabay)

Não é de hoje que os trabalhadores da construção civil, conhecidos como operários, são alvo de comentários pejorativos. “Falta qualificação e têm baixa instrução formal” são os mais recorrentes.

Penso que em vez perpetuar esta marca à categoria, chegou o momento de os empregadores investirem em treinamento voltado à indústria da construção civil. Um operário bem treinado é mais produtivo e consegue ter um olhar mais atento à segurança, tanto à sua própria como à dos seus companheiros. Logo, investir em treinamento para os trabalhadores que exercem atividades operacionais pode mudar a perspectiva do próprio setor.

Não apenas a norma regulamentadora 18 (NR 18), específica ao setor de construção, mas a NR 5, que regulamenta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), além também da NR12, que trata da segurança em trabalhos com máquinas e equipamentos, discorrem sobre a necessidade de promover treinamentos para ‘qualificar o trabalhador’.

Em canteiros de obras, tanto o engenheiro como o técnico de segurança do trabalho têm papel importante para induzir a cultura da capacitação. Trago mais uma sugestão: aos profissionais que ministram cursos aos trabalhadores dos canteiros de obras, que incluam, além de conteúdos técnicos específicos aos diversos ofícios, informação sobre as atitudes frente às condições de segurança. O trabalhador deve não apenas assimilar os aspectos de segurança provenientes das NRs, como ter orgulho pelo certificado que irá receber.

Aliás, os atestados de realização de treinamentos devem ser valorizados não apenas como um papel, mas como uma oportunidade que lhes foi dada para seu crescimento profissional. Ao empregador, que fique claro que sua responsabilidade vai além de patrocinar o curso; dele deve comprovar que foi atendida a grade de qualificação determinada pelas NRs. Não basta oferecer o treinamento, tem que fazer com que seja, realmente, uma ocasião de aprendizado, que será refletido num canteiro de obras mais civilizado e seguro. E, é claro, o papel do operário é esforçar-se para aprender o que lhe foi transmitido.

 

 

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