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Transporte de cargas perigosas: cumpra com o que a lei determina

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Caminhão de produtos perigosos precisa seguir regras (Foto Pixabay)

Não causa nenhuma estranheza afirmar que transportar produtos perigosos é uma atividade de risco. Apenas no ano passado, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), atendeu 2.202 acidentes nas rodovias envolvendo caminhões transportando produtos ariscados.

Há regras para esse tipo de transporte, que são cada vez mais rígidas e, desnecessariamente, burocráticas, tanto que em cada estado exige-se uma documentação diferente. Segurança não se faz com burocracia, mas com leis objetivas, que podem ser cumpridas, independentemente de fiscalização. Chego à classificação do que é considerado produto perigoso: explosivo, gás inflamável, líquido inflamável, sólidos sujeitos a combustão espontânea, oxidantes, tóxicos e substância infectante, radioativos, corrosivos e substâncias perigosas diversas.

Para a segurança dos trabalhadores dessa atividade, o manuseio e o transporte propriamente dito incluem desde a etiquetagem correta que identifica a classe de produto até os processos, que envolvem o acondicionamento dessas substâncias.  Uma especificação necessária para o transporte seguro é a utilização de reservatório para movimentar combustíveis com sistemas de travamento e corta-chamas, que reduzam os riscos de explosões e incêndios.

No caso dos inflamáveis, sua embalagem precisa atender os requisitos dos órgãos de fiscalização do trabalho e do meio ambiente. O objetivo é evitar vazamentos e desperdícios por fuga de vapores tóxicos. Os caminhões devem contar com acessórios, como placas de comunicação visual para alertar sobre os potenciais riscos da atividade. Essas placas que mantêm símbolos de riscos específicos, cones e faixas de isolamento funcionam para chamar a atenção de pedestres quanto aos perigos.

Não custa lembrar que toda transportadora de produtos perigosos é obrigada a preparar seus empregados, por meio de capacitação, treinamentos e palestras. Outro item exigido é o uso de equipamento de proteção individual (EPI), que visa reduzir danos por vazamentos e demais incidentes. Também se faz essencial, para garantir a estabilidade dos veículos transportadores, a utilização de mantas absorventes, lanternas ante-explosão e calços para caminhões.

Eis aí, meus caros: quando essas normas regulamentadoras são cumpridas, o risco de incidentes e acidentes são infinitamente menores.

2 Comentários

  1. Jorge Sena

    Os inúmeros acidentes com caminhões transportando produtos inflamáveis acontecem por negligencias das empresas. A lei precisa se dura com os responsáveis, que descumprem os procedimentos de segurança.

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