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Trabalho em cadeira suspensa: só se for com segurança

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Trabalho em cadeira suspensa: todo cuidado é pouco

É, não há como negar, existem trabalhos de risco a olhos vistos. Executar serviços de limpeza, manutenção e restauração de fachadas em prédio do tipo espigão, em que não há a menor chance de instalação de andaime, a plataforma para alcançar pavimentos superiores das construções, é uma dessas tarefas arriscadas.

Ah, então o jeito é o trabalhador utilizar a cadeira suspensa, aquela que parece uma diversão de criança. Brinquedo que nada, imagine se a pessoa sofre de vertigem? Mas deixemos esse medo pra lá agora. Hoje quero, justamente, abordar o passo a passo a ser seguido para se trabalhar na cadeira suspensa com segurança. Antes de o empregado subir na ‘cadeirinha’, é preciso conhecer algumas particularidades na operação. O roteiro envolve os detalhes do projeto, a importância da inspeção, os segredos da ancoragem e o bom uso desse equipamento antes de ficar pendurado. Inicialmente, só profissional habilitado pode definir a estrutura e a fixação do mecanismo.

Não se pode confiar o projeto da cadeira a um ‘professor Pardal’. Além do projeto, é preciso elaborar o plano de montagem e fazer a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Logo, precisa ser um profissional habilitado. Depois, o CNPJ e a razão social do fabricante devem constar na cadeira de forma visível. Na sua instalação, todo cuidado é pouco. As amarrações precisam suportar bem o peso. E os clipes devem ser presos de maneira correta. As quinas devem ficar protegidas, para não estragar os cabos. Para garantir segurança total, confira se a sapatilha do laço está bem instalada. A ancoragem serve para a proteção individual. Os pontos de ancoragem são independentes, feitos de material inoxidável e ficam distribuídos por todo o edifício. E os pontos devem resistir a 1200 quilogramas força e ficar no plano estrutural. O dispositivo espaçador é instalado no último andar, deixando a cadeira a 0,30 metros do edifício, garantindo, assim, a movimentação do topo ao solo.

Antes de o trabalhador subir, é preciso cumprir com o ritual importante: vestir todos os equipamentos de proteção individual (EPIs). A lista de EPIs inclui uniforme, capacete com jugular, óculos e calçados de segurança. As luvas têm que ser de látex, raspa ou malha pigmentada. Há, logicamente, o cinto de segurança do tipo paraquedista, e se o local for muito barulhento, devem-se usar também os protetores auriculares.

Ah, o trabalho só deve começar depois que a linha de vida for instalada. Se for cabo de aço, é preciso dispositivo de descida e subida, com dupla trava de segurança. Agora, se for de fibra sintética, só o dispositivo de descida precisa de dupla trava. E atenção, com o excesso de cabos. Cabo de suspensão precisa de proteção mecânica para não se desgastar. E, nesse trabalho, nada de improvisos. Lembre-se, subir na ‘cadeirinha’ não é brincadeira de criança, não.

 

 

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