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Trabalho a céu aberto: o momento é de cuidar da proteção

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Agentes de trânsito ficam expostos à radiação UV (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Na Primavera e no Verão os dias são bem mais longos, mais quentes, e a intensidade dos raios solares é bem mais severa do que no inverno. Dito isso, vou lembrar os trabalhadores que laboram a céu aberto, como garis, agentes de trânsito e agricultores. Essa turma precisa de muito cuidado com a exposição prolongada à radiação ultravioleta.  Sim, essa bola de gás incandescente que atinge temperaturas inimagináveis tem forte influência sobre o ser humano. E, claro, o sol traz benefícios para o corpo, contribui para a produção da vitamina D, e tem ação antidepressiva. Mas, também, é preciso tomar alguns cuidados.

Quem trabalha exposto ao sol não consegue escapar do calor intenso. Enfrentar os dias quentes de uniforme, por exemplo, e mesmo assim manter a disposição não deixa de ser um desafio. Até porque os trabalhadores que passam horas debaixo do sol sentem, literalmente, a pele arder. Porém, mais do que a sensação desagradável, são as chances de adquirir lesões na pele, como o câncer. A proteção é necessária, porque os problemas costumam surgir a partir de uma exposição cumulativa. Ou seja, durante horas por dias e durante muitos anos.

Há três tipos de raios ultravioleta que chegam à superfície terrestre. Primeiramente, há do tipo A, que promove as manchas de pele e as rugas. A do tipo B, que resulta nas queimaduras da pele. Já a do tipo C não causa grandes problemas, porque é um raio filtrado pela camada do ozônio, e não atinge a superfície terrestre. Entre as ações de prevenção contra os danos do sol nos trabalhadores, o mais importante é o uso de bloqueadores solares, que são indispensáveis para qualquer tipo de pele, que deve ser escolhido de acordo com a necessidade de cada um. Mas vale lembrar que o fator mínimo de proteção recomendado é de número 30.

As empresas devem disponibilizar os protetores solares aos trabalhadores, que devem aplicar a cada duas horas nas mãos, rosto, pescoço, orelhas e todas as partes descobertas do corpo. De acordo com o Ministério do Trabalho, além do protetor solar, a empresa deve fornecer aos empregados equipamentos de segurança como chapéus, bonés, óculos, luvas e roupas adequadas. Além das medidas de proteção, ao surgimento de lesões na pele que não cicatrizam logo ou pintas escuras, o trabalhador deve procurar um médico dermatologista, pois o câncer de pele quando descoberto em seu estágio inicial pode ser curado.

Volto à questão dos uniformes dos trabalhadores que laboram a céu aberto. Seria bastante satisfatório se as empresas oferecessem aos empregados uniformes com tecidos de tecnologia específica às temperaturas elevadas. Pois é, há no mercado produtos contra os raios UV de proteção solar. Cito a linha Coldblack, da Santista Work Solution, pioneira na fabricação de tecidos profissionais no Brasil e líder da América Latina, que desenvolveu o tecido contra os raios UV.

O produto reduz a temperatura em até 5 ºC e minimiza o desconforto causado pelo calor. O tecido é ideal para uniformes utilizados por trabalhadores que ficam expostos ao sol durante longos períodos do dia.

Como não lembrar que tratar bem o trabalhador, oferecendo-lhe recursos para seu bem-estar, é uma forma de propagar qualidade de vida e saúde? Felizmente, o País já conta com tecnologia para isso.

 

3 Comentários

  1. Carmem Dias

    O câncer de pelo, inclusive o melanoma, o pior entre todos os cânceres cutâneos, tem crescido em frequência. Os trabalhadores de rua não podem deixar de usar o bloqueador solar, e é dever da empresa disponibilizar o produto.

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