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Trabalhar demais é prejudicial ao coração, conclui pesquisa. Será?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Trabalho em excesso faz mal ao coração (Foto Pixabay)

Hoje repercuto uma matéria divulgada no jornal digital Nexo, sobre uma pesquisa publicada no European Heart Journal, que conclui que o trabalho em excesso faz mal ao coração.

Segundo o estudo, laborar por longas jornadas aumenta em mais de 40% as chances de um trabalhador desenvolver arritmia cardíaca, especificamente a fibrilação atrial. A fibrilação já está relacionada à obesidade, hábito de fumar e consumo excessivo de álcool. O estudo levou em consideração o trabalho em excesso.

Um coração normal mantém um ritmo regular de contração e relaxamento. Mas quem é acometido pela fibrilação atrial, as câmaras superiores, os átrios, batem irregularmente, seja muito rápido, ou muito lentamente, em um compasso que não se ajusta ao ritmo das câmaras inferiores. Nesse compasso, o sangue tende a se acumular nos átrios, e pode gerar coágulos, o que pode levar a um acidente vascular cerebral, o AVC. Outro risco da patologia é o infarto.

A pesquisa foi baseada em dez estudos com um total de 85.494 participantes. Esses estudos coletavam informações sobre os participantes, para que depois se avaliassem os efeitos na saúde de fatores de risco, como obesidade, fumo e álcool, além de incluir aqueles relacionados ao trabalho. Nessas pesquisas de longas duração, as pessoas eram entrevistadas uma primeira vez e, em média, dez anos depois voltavam a conversar com os pesquisadores. Daí, eles observavam quais doenças os pesquisados desenvolveram, buscando-se os fatores que possivelmente contribuíram para que isso ocorresse.

Pelos parâmetros do estudo, dos 85.494 participantes, 4.484 trabalhavam longas jornadas, de 55 horas ou mais por semana. A pesquisa concluiu que, no período de dez anos, 1.061 participantes tiveram diagnóstico de fibrilação atrial. Observou-se a chance de que participantes que trabalhavam longas jornadas desenvolvessem fibrilação atrial em comparação com quem trabalhava jornadas normais, de 35 a 40 horas semanais. A associação entre longas jornadas e fibrilação atrial ocorreu em níveis similares em todas as pesquisas, independentemente da metodologia empregada. O estudo não deixou claro exatamente por quais mecanismos o excesso de trabalho relaciona-se à fibrilação. Aliás, sabemos que pesquisas científicas buscam retratar o que ocorre numa determinada amostragem. Por isso, nem toda pessoa que trabalha demais terá a fibrilação, assim como nem todo fumante terá algum tipo de neoplasia maligna.

O que posso concluir é que tudo em excesso faz mal, até beber água, conforme já comprovaram outros pesquisadores.

4 Comentários

  1. Josélia França

    Ora, quando o corpo vai além do limite as consequências podem acontecer, especialmente em relação ao coração que continua sendo a primeira causa de mortes. Por isso, é preciso conscientizar-se para viver zen, até sob pressão do trabalho

  2. Melero

    Interessante a informação que as pessoas eram entrevistadas uma primeira vez e depois era repetida uma segunda entrevista depois de 10 anos. Será que só o fator trabalho contribui para a doença cardiaca durante todo este tempo? Existem vários desafios alem do trabalho, família, estudo, time de futebol rsrsrs! No mundo “pós moderno” somos várias faces de um mesmo indivíduo!

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