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Trabalhadores de mineração sofrem com outros riscos, além de queda de barragem. Cada empresa tem situações que precisam de medidas de segurança

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Mineradora da Samarco em Cava de Alegria do Sul, MG (Foto Agência Brasil)

Se a tragédia causada pela mineradora da Vale, em Brumadinho, em Minas Gerais, com mais de 600 vítimas, entre desaparecidos, resgatados e mortos, pode ser considerada um dos maiores acidentes de trabalho no País, o que dizer sobre a saúde de quem trabalha em mineradoras? Quer dizer, quando não mata, provoca adoecimento em seus trabalhadores?

Não vou jogar lama, desculpe-me o trocadinho, em um setor econômico que é o terceiro em exportações brasileiras, ajudando o País a sobreviver. Penso que um desempregado, vítima da grave crise que sofremos há mais de três anos, adoraria ser contratado por uma empresa que explora a mineração. Mas a gestão dos riscos desse segmento precisa ser muito bem-feita. Evidentemente, cada unidade de produção de minérios deve contar com profissionais de segurança que saibam produzir análises de riscos criteriosas e com suas respectivas ações de mitigação, redução ou eliminação destes.

Quando as empresas não garantem nem condições mínimas de segurança, é o caso de o Ministério Público antecipar-se e entrar com ação contra elas. Já para as empresas sérias, a questão primordial em prevenção é a análise de risco ser feita atendendo critérios técnicos, normativos e legais que prevejam as melhores medidas a serem adotadas. Irregularidade nesse setor, por mínima que seja, pode causar estragos e danos à integridade física das pessoas que laboram nesses ambientes. Não se trata apenas de perigo de desmoronamentos das barragens, há inúmeros outros, como, por exemplo, na função de extração de minério, o operário fica exposto às poeiras em suspensão no ar que podem levá-lo a desenvolver doenças pulmonares. Sem ventilação, o ambiente de extração de minério eleva o risco de patologias graves, que estarão, obviamente, relacionadas à sua atividade profissional.

Quando uma empresa desse setor não faz e executa um irretocável plano de gerenciamentos de riscos, terminará sendo denunciada e precisará até firmar Termo de Ajuste de Conduta, para normas regulamentadores de segurança, sob penas mais salgadas no bolso.  Realizar programas de gerenciamento de riscos com medidas de segurança que preservem a saúde e a integridade dos trabalhadores é o que toda a sociedade brasileira deve exigir das empresas como a Vale.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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