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Trabalhador rural deve ser bem tratado, até pela importância do PIB do setor

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Quem fiscaliza as condições do trabalhador rural? (Foto Pixabay)

Quem vê os dados da produção do agronegócio do País, com uma expectativa em 2017, de que o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola e pecuário cresça 3,61%, deve acreditar que ‘Deus é mesmo brasileiro’. Sabe-se lá se este ano o PIB geral do Brasil consiga ser positivo. A crise continua, e o desemprego já atinge 14 milhões de pessoas. Mas, em contrapartida, o setor rural continua ‘bombando’. Então, se há emprego no campo, ainda que com um contingente enorme de trabalho informal, também existe um dado preocupante a ser analisado. Os acidentes na agricultura são muitos, e são um dos mais perigosos.

A norma regulamentadora 31, a NR 31, que trata de segurança e saúde no trabalho na agricultura, aponta os requisitos que levam segurança, higiene e medicina do trabalho aos empregados do campo. Ocorre que, pela peculiaridade das atividades exercidas no meio rural, o trabalho não é controlado. Isso resulta em pouca vigilância quanto às medidas de proteção à saúde dos empregados e prevenção quanto aos acidentes.

No trabalho agrícola há inúmeras atividades, que incluem as etapas de limpeza e preparo do solo para o plantio, indo ao manejo da cultura, colheita, armazenamento até o transporte dos produtos. Existe muito mais, como o manejo de agrotóxicos, construção de canais de irrigação e drenagem, de eletrificação rural, criação dos animais, controle de doenças e pragas, entre outras. Para realizar tudo numa empresa agrícola, o maquinário vai desde ferramentas manuais até os grandes, como tratores, veículos amplamente utilizados.

Os trabalhadores rurais lidam também com produtos químicos e substâncias inflamáveis, que podem causar doenças e acidentes. Os dispositivos de segurança e proteção em máquinas e veículos agrícolas comumente são falhos ou inexistentes, o que expõe os trabalhadores a graves sinistros ocupacionais. Sabe-se que, em geral, o transporte de trabalhadores rurais é feito em veículos sem as condições mínimas de segurança. No campo, o trabalho de pulverização de defensores químicos, como herbicidas e pesticidas, é feito com máquinas velhas e sujeitas a vazamentos, o que é extremamente prejudicial à pessoa que fica exposta às substâncias agressivas à saúde. São, assim, muitos os riscos e poucos cuidados preventivos, pois faltam, sobretudo, treinamento e capacitação dos empregados.

No trabalho rural, a proteção da cabeça contra o sol, usando um chapéu de abas largas, é uma atitude imperativa. Andar sempre calçado com botas apropriadas nos lugares onde serão executadas as tarefas, também. Mas tudo vai depender da organização do trabalho, gestão e fiscalização, que falta ao setor agrícola. O calor também é um agente presente e agressivo aos trabalhadores da agropecuária.

Como seria conveniente se as equipes tivessem uniformes apropriados às temperaturas elevadas e tivessem acessos à tecnologia, por exemplo, de tecido contra os raios UV de proteção solar. Lembrei e posso citar, porque conheço a linha Coldblack, da Santista Work Solution, pioneira na fabricação de tecidos profissionais no Brasil e líder da América Latina, que desenvolveu o tecido contra os raios UV.

O produto reduz a temperatura em até 5 ºC e minimiza o desconforto causado pelo calor. O tecido é ideal para uniformes utilizados por trabalhadores que ficam expostos ao sol durante longos períodos do dia. Seria bem merecido, afinal eles trabalham em um setor que não deixa a ‘peteca’ do Brasil cair, não é?

 

 

3 Comentários

  1. Lenilson Freitas

    pois é, falta tudo ao empresário brasileiro, especialmente aos ruralistas, que tratam seus trabalhadores como escravos.

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