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Terceiro Fórum Nacional sobre Riscos Ex, quer saber? Participe!

Há uma atmosfera Ex séria em ambientes e que será debatida num Fórum em novembro deste ano, em São Paulo. Não, não se trata de debate sobre Ex-marido, Ex-mulher ou Ex-namorados. Trata-se do setor Ex, que é como são tratados os temas relativos às Atmosferas Explosivas, ou seja, áreas industriais com risco de explosões. O III Fórum Nacional sobre Riscos de Explosões será promovido pela pela Project-Explo, com apoio da Associação Brasileira para Prevenção de Explosões (ABPEx), pois o tema é de suma importância nos ambientes industriais, incluindo a segurança dos trabalhadores.

O evento será um momento de discussão entre profissionais do setor de elétrica, instrumentação, segurança do trabalho e de processos dos departamentos de projeto, montagem, operações, manutenção e reparos nas empresas. Tecnicamente, uma atmosfera explosiva é quando existe uma proporção tal de gás, vapor, poeira ou fibras que, em contato com o oxigênio, pode provocar uma explosão, proveniente de faísca, de um circuito elétrico ou aquecimento de um equipamento que pode ser fonte de ignição. O local dentro das indústrias sujeito à “probabilidade” da formação de uma atmosfera explosiva é chamada de área classificada. E essa classificação de áreas de risco envolve zonas de gases, vapores inflamáveis, poeiras e fibras combustíveis. Segundo Nelson Lopez, presidente da ABPEx, foi a partir de 2000 que o Brasil passou a contar com uma legislação em relação à prevenção de explosões. Até então não havia nada que orientasse o que deveria ser feito para prevenir a explosão na indústria química, petroquímica, petróleo, tintas, borracha etc, ou seja, todas aquelas sujeitas a riscos potenciais de explosão. Lopez diz que, simplesmente, os empresários nunca souberam o que deveriam fazer para não ter uma explosão em sua fábrica. Por fim, foram criadas as normas regulamentadoras, especialmente as NRs 10, 20 e 33, além da lei de meio ambiente, da CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo paulista, em função dos vazamentos e derramamentos de produtos inflamáveis, que provocam invariavelmente acidentes, não apenas ao meio ambiente, mas que podem chegar a explosões. Também a Agência Nacional de Petróleo ficou com a responsabilidade de vistoriar as unidades das empresas de petróleo, tendo ela própria sua regulamentação técnica. “O Fórum terá o objetivo de mostrar aos profissionais quais são essas legislações, o que precisam atender, o porquê de atender e quais as implicações do não atendimento, pois são essas normas técnicas que possibilitam gerenciar esses riscos nas indústrias.”

Segundo ele, algumas empresas multinacionais, que conhecem as normas técnicas internacionais e com o conhecimento que trouxeram de fora já faziam uma gestão dos riscos de explosões em áreas classificadas. “As pequenas, médias e mesmo as grandes empresas nacionais desconhecem essas normas. Não bastam conhecer, para aplicá-las, os profissionais precisam saber interpretá-las”.

Para ele, nas indústrias suscetíveis a riscos de explosões e incêndios, a gestão do risco tem que envolver, primeiramente, o engenheiro de segurança do trabalho, para que aplique as soluções de engenharia. “Esse profissional tem que ter na mão esquerda, as normas regulamentadoras e, na mão direita, saber propor as soluções de acordo com essas regulamentações. Mas, além disso, também há o operador, que lida com o risco, ou seja, o produto, e que define o que fazer em seu dia a dia. Há ainda o responsável pela manutenção da operação do sistema. Logo, há o homem da segurança, da operação e da manutenção, bem como o profissional do projeto, que deve definir o que deve ser feito na unidade industrial. E, ainda hoje, praticamente, todos dessa cadeia de profissionais são carentes sobre o assunto Ex”, afirma.

Segundo ele, nas empresas, a definição de uma área classificada costuma ser feita de forma arbitrária, sem haver um responsável que trate essa questão de forma especial, recomendando a instalação de equipamentos à prova de explosões. “Hoje, existem cerca de dez soluções diferentes para gerenciar esse risco. Mas, falando de uma forma bem clara, esses instrumentos são brutalmente caros, encarecendo o investimento da indústria em até 38 vezes, ou seja, o empresário que tiver uma área classificada e precisar instalar um motor específico à prova de explosão vai ter que multiplicar em 20, 30 ou 40 vezes o valor da peça a ser instalada em uma área não classificada”, afirma. Saber se uma área é classificada implica em vultosos investimentos. “Além dos equipamentos, as empresas terão que pagar também um seguro altíssimo, pois é uma área com probabilidade de ter um sinistro. Logo, pela segurança, paga-se caro na montagem, instalação e seguro”, explica. Mas, como diz o ditado, o que não tem solução, solucionado está. O que vale é a prevenção de riscos Ex.

Por Emily Sobral

 

 

 

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