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Telhas de amianto: o perigo voltou, por causa do descarte inadequado

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O amianto, matéria-prima da telha, foi proibido no Brasil (Foto Pixabay)

Há um ano, os trabalhadores brasileiros venciam o mal do amianto, matéria-prima para a indústria de telhas e caixas d´água, que, segundo organizações de saúde, é comprovadamente cancerígeno e não há prevenção que elimine o risco aos empregados que trabalham no processo de produção.

Em 29 de novembro de 2017, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a produção, a comercialização e o uso do amianto no Brasil. Por 7 votos a 2, os ministros do STF declararam inconstitucional o artigo 2º da lei federal 9.055/90, que regula a exploração do mineral no País e permite a utilização do amianto de forma “controlada”. Porém, como não há céu na terra, o perigo voltou. Não, as fábricas não estão produzindo irregularmente telhas e caixas d´água com essa matéria-prima. O que vem ocorrendo, prejudicando a população e o meio ambiente, é que esses itens utilizados até um passado recente, estão sendo abandonados de maneira clandestina em estradas e aterros das cidades. No município de São Paulo, por exemplo, quem procura os Ecopontos, locais de entrega de resíduos recicláveis, não conseguem deixar telhas quebradas de amianto no local. Evidentemente, por ser um material perigoso, o amianto não pode ser descartado em qualquer lugar. Mas se não há nenhuma política eficiente de recolhimento, o produto acaba sendo abandonado, muitas vezes, em caçambas usadas na construção civil, ou deixado de forma clandestina em áreas perto da vegetação.

A legislação ambiental brasileira prevê que o produto só deveria ser descartado em aterros industriais para lixo perigoso que, normalmente, são particulares que atendem a industrias e grandes estabelecimentos. O cidadão comum não pode deixar na calçada. Fernanda Giannasi, engenheira que lutou pelo banimento do amianto no País, explica que ele não pode ser deixado em qualquer lugar, portanto, as prefeituras têm de se responsabilizar, criando um programa para esses produtos considerados perigosos.

Não adianta fazer campanha de conscientização, se não há a solução do poder público. Onde estão, afinal, os aterros licenciados para receber produtos perigosos? O perigo agora não é apenas para o trabalhador, mas para o cidadão comum e ao meio ambiente. Poxa vida, hein. Aqui, quando um problema é resolvido, outro entra na fila.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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