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STF já derrubou o amianto, mas CEREST de Diadema continua alertando quem desacata o banimento

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Trabalhadores expostos ao amianto correm riscos de doenças do pulmão (Foto Pixabay)

Hoje, 13, encerra-se o ciclo de palestras em Diadema (SP), sobre o uso de amianto, para orientar os profissionais da área da saúde e a população do município do ABCD paulista sobre os riscos que ele traz à saúde humana e ao meio ambiente. A promoção do evento é do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST).

Para que ocorresse o banimento do amianto no Brasil, matéria-prima de telhas e caixas d‘água, houve uma verdadeira diligência de profissionais envolvidos com a prevenção de doenças do trabalho, que se dedicaram em campanha nos últimos anos, em favor da eliminação da matéria-prima. A indústria do amianto ou asbesto resistiu o quanto pôde, argumentando que o tipo do produto fabricado no Brasil possuía alto padrão de segurança, quando o impasse foi julgado no STF (Supremo Tribunal Federal). E, em novembro do ano passado, o STF proibiu a produção, a comercialização e o uso do amianto no Brasil. Felizmente, a Suprema Corte do país, nos últimos dias, vem acertando em suas decisões, e assim esperamos que continue, especialmente em relação aos demais temas que envolvem a segurança e a saúde do trabalhador.

Voltando ao encerramento das palestras, o CEREST considerou importante promovê-las, ainda que pela fiscalização de comércios locais tenha sido constatado que a proibição vem sendo respeitada, pois é preciso também informar a população sobre os riscos da exposição ao amianto. Ainda há pessoas que utilizam telhas e caixas d‘água em construções com a substância, além de descartes inadequados. O início das atividades do CEREST, que ocorreu em 4 de abril, visou esclarecer sobre o uso irregular do amianto, além das palestras. Os profissionais também visitaram comércios de material de construção, de jardinagem e demolição, para checar a probabilidade de encontrar amianto nesses locais. Em caso de achar o produto, a orientação era interditar o local, e o responsável deveria providenciar a devolução do item ao fabricante ou providenciar descarte adequado, comprovando a destinação por meio de nota fiscal.

 

2 Comentários

  1. Lorenzo Di Ferraro

    “Felizmente, a Suprema Corte do país, nos últimos dias, vem acertando em suas decisões, e assim esperamos que continue, especialmente em relação aos demais temas que envolvem a segurança e a saúde do trabalhador”. hahahaha, já entendi tudo.

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