• Vakinha
    Vakinha
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

SÉRIE CEREST: Colatina, ES: vamos conhecer o pôr do sol de lá?

Ah, que bom saber de coisas boas do Brasil, especialmente quando vivemos uma crise que causa desalento às pessoas. Não sabia, mas agora que sei, vou divulgar: Colatina, que fica a 135 quilômetros de Vitória, capital do Espírito Santo, foi considerada, na década de 60, pela revista americana “Time”, uma cidade com um dos pôr do sol mais bonitos do mundo. E o mérito não ficou para trás não, ainda hoje é um município de terra quente, não só pelas altas temperaturas, mas pelo calor humano. Muito bem! Volto nesta sexta-feira à Série CEREST, justamente contando sobre a unidade em Colatina.

O CEREST-Colatina tem abrangência regional e responsabilidade de trabalhar, além do próprio município, mais 17 cidades da região central do estado do Espirito Santo. São elas: Baixo Guandu, Mantenópolis, São Roque do Canaã, Pancas, Marilândia, São Gabriel da Palha, São Domingos do Norte, Águia Branca, Vila Valério, Governador Lindemberg, Alto Rio Novo, Colatina, Linhares, Sooretama, Rio Bananal, Aracruz, João Neiva e Ibiraçu. Habilitado em 2005, iniciou suas atividades efetivas em 2007. Entre suas ações, destacam-se palestras, orientações e capacitações ministradas pela equipe multiprofissional, assim como atuações que já fazem parte do cronograma anual.

“De acordo com os dados que possuímos dos pacientes atendidos nesta instituição, a ocupação com maior possibilidade de sofrer os riscos ocupacionais é o setor de confecções, pois é uma região onde se concentra um polo de vestuário, onde se fabrica, compra e vende-se roupas de todos os tipos. Há um grande número de profissionais costureiras e outros envolvidos na área, que nos procuram para fazer fisioterapia, em função dos casos de LER/DORT. Já no setor de construção civil, temos um grande número de trabalhadores que sofrem por não terem equipamentos adequados, até mesmo porque alguns trabalham na informalidade”, conta Dirce Pereira Viana, coordenadora.

Segundo ela, nessa área de abrangência, o que se percebe é a falta de envolvimento mais significativo do próprio trabalhador, que, às vezes, tem o equipamento de proteção individual a mão e não gosta de usá-lo porque incomoda ou porque vai esquentar muito. “Por esse motivo, vejo que o trabalho do técnico de segurança é tão importante dentro de uma empresa, seja ela pública ou privada. Assim, com base nessa realidade, é que as palestras e capacitações são necessárias, para que se promova a conscientização do trabalhador sobre saúde e segurança no trabalho”, afirma.

Dirce assegura que a missão do CEREST é primordial, para tornar saudável a relação do ser humano com o trabalho e seu ambiente. “O objetivo é promover cidadania e reduzir os índices de doenças relacionadas ao trabalho, agindo na perspectiva da vigilância e da prevenção em saúde, dando subsídio técnico para o SUS, nas ações de promoção, prevenção, vigilância, diagnóstico, tratamento e reabilitação em saúde dos trabalhadores urbanos e rurais”. São três vertentes preconizadas pelo Ministério da Saúde para os CERESTs: vigilância em saúde, assistência e educação em saúde do trabalhador. Vigilância em saúde do trabalhador tem a função de órgão fiscalizador, pois faz inspeções e vistorias em empresas com o intuito de verificar se o meio ambiente de trabalho é seguro e salubre; assistência em saúde do trabalhador, em que o paciente passa por uma entrevista coletiva, recebe as informações dos serviços ofertados no setor e passa por uma anamnese, consulta com o médico do trabalho, tendo nexo com o trabalho é marcado o atendimento de fisioterapia, enfermagem ou psicologia; e a educação em saúde do trabalhador, que qualifica o profissional inserido no CEREST, para que desenvolva palestras e capacitações, ou orientações aos demais trabalhadores.

“Para ser atendido no CEREST-Colatina pode ser por demanda espontânea ou por encaminhamento médico das equipes de saúde da Atenção Básica ou especializada, seja trabalhador formal ou informal, da área urbana ou rural, e até desempregados com doenças ocupacionais”, afirma.

A equipe de Colatina conta, atualmente, com treze funcionários, sendo uma coordenadora, uma médica do trabalho, uma psicóloga, uma enfermeira, uma fonoaudióloga, uma técnica de segurança do trabalho, uma assistente social e três fisioterapeutas, além dos administrativos, estagiária, e auxiliar de serviços gerais. “A divulgação do trabalho do CEREST é necessária, pois a saúde do trabalhador ainda não é vista como prioridade, e deveria ser, pois sem saúde não se pode trabalhar. Um de nossos grandes desafios é conscientizar gestores, empregadores e trabalhadores sobre a importância da saúde do trabalhador”, diz. Mas ter um belo pôr do sol já ajuda a reduzir o estresse, não é mesmo?

Por Emily Sobral

2 Comentários

  1. Claudia

    “Garota, eu vou pra Colatina, viver a vida sobre…” Parabéns, Emily, seu blog está fora de SÉRIE, ops, desculpe o trocadilho com o post de hoje. abraço,

Deixe uma resposta



This blog is kept spam free by WP-SpamFree.