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Sem PPRA fica difícil gerenciar os riscos ambientais

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A gestão dos riscos ambientais é essencial para preservar a saúde e segurança dos trabalhadores (Foto Pixabay)

Não custa lembrar. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) auxilia as empresas a gerenciar os riscos físicos, químicos e biológicos. Uma pergunta recorrente entre os profissionais de saúde e segurança do trabalho é se os riscos mecânicos e ergonômicos precisam entrar no PPRA. Veja bem, podem entrar ou não, o que é indispensável é que a empresa, de fato, gerencie os riscos mecânicos e ergonômicos. Gerenciar significa identificá-los e controlá-los, não fazendo grande diferença se serão anotados e colocados num anexo ao PPRA.

Talvez, no caso do risco ergonômico, o formato do PPRA não seja tão adequado. Assim, é melhor tratá-lo como anexo também. O procedimento de realização do PPRA deve, sim, constar de quatro etapas: antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais. Para a antecipação, como o próprio nome sugere, é antecipar-se aos fatos, buscando a lista de riscos. Exemplo: se a empresa vai instalar, no próximo mês, uma nova máquina que gerará ruído, deve antecipar-se colhendo todos os riscos que estarão presentes, por causa do novo layout. Não só reconhecê-los como também informá-los aos setores de engenharia e manutenção, ou qualquer outro que deve ter ciência.

O próximo passo é o reconhecimento dos riscos, que mesmo não sendo uma tarefa difícil, é bem trabalhosa. Todos os setores da empresa estarão sob a atenção dos profissionais que irão anotar seus riscos. A partir dessa fase, passa-se ao reconhecimento do risco, em que se avalia qualitativa e quantitativamente, observando e comparando com os limites de tolerância estabelecidos em normas.

Por fim, depois da avaliação, verifica-se a necessidade de controlá-lo ou não. Executadas essas etapas, segue a realização de um cronograma, em que se pretende instalar as medidas de proteção. A existência de um agente nocivo não implica necessariamente na existência de um risco. Por outro lado, o risco pode existir, mas a exposição está controlada, significando que as medidas foram implantadas.

Por ser um programa, o PPRA precisa de acompanhamento contínuo, pois quando surge um novo risco no processo produtivo é necessário que medidas de controle sejam tomadas imediatamente, podendo, inclusive, deixar a avaliação qualitativa para um segundo momento, com o devido registro no PPRA ou na análise global.

Ah, não se pode esquecer que a avaliação global, que é feita uma vez por ano, é o momento em que se faz um balanço de todas as medidas de controle dos riscos ambientais. Busca-se saber o porquê de não ter se conseguido cumprir o programa e quando será colocado em prática. Logo, fazer corretamente o PPRA é essencial.

4 Comentários

  1. Francisco Alves

    Sem dúvida, o PPRA é um documento fundamental para a proteção e saúde dos trabalhadores, além de ser uma ferramenta de boa gestão de segurança e medicina do trabalho na empresa.

  2. Jorge Luís

    É com o PPRA que se reconhece os riscos existentes em determinado ambiente de trabalho, para se definir as respectivas medidas de controle. Portanto, toda empresa responsável deve manter um PPRA ativo.

  3. Keiti A. Bacaglini

    Emily, Bom Dia.

    Excelente Post, Parabéns pelo seu trabalho, sempre sucinta e precisa na abordagem dos temas sobre saúde e segurança do trabalho.

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