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Segurança no campo inclui visibilidade estatística contra a doença da folha verde

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

A partir de agora será possível identificar a doença da folha verde em agricultores de tabaco (Foto Pixabay)

Pode-se não gostar de cigarro, porque obviamente causa muitos males à saúde, e até os mais viciados em tabaco sabem disso. O que não dá para negar é que a fumicultura (cultivo do fumo) representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias, sobretudo na região sul do País.

Assim, os trabalhadores que lidam com a plantação da folha do tabaco precisam urgentemente de atenção. E foi justamente isso que fez o Ministério da Saúde, que passou a adotar medidas para identificar a doença da folha verde, relacionada ao trabalho na fumicultura, que consiste na intoxicação aguda por nicotina, que ocorre por meio do contato com a folha do tabaco e sua absorção dérmica.

O ministério lançou um protocolo de vigilância em saúde do trabalhador da fumicultura, para identificar a intoxicação, entre outros problemas nas lavouras de tabaco. O projeto de vigilância pretende detectar os sintomas como diarreia, tontura, cefaleia, palidez, sudorese, aumento da salivação, calafrios, fraqueza, dor abdominal, vômito, náusea, alteração da pressão arterial e ou frequência cardíaca, que hoje passam despercebidos pelo sistema de saúde do governo, que se confunde com intoxicação exógena por agrotóxico.

O Sistema Nacional de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) criará uma categoria específica da doença da folha verde, para mensurar o número de agricultores afetados, e estabelecer comparações e identificar as localidades que necessitam de mais atenção. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), há no Rio Grande do Sul cerca de 74.360 produtores no Estado. Portanto, é importante haver números consolidados sobre a incidência da folha verde para saber a efetividade das ações que estão sendo colocadas em prática.

De acordo com Élem Sampaio, substituta da Coordenação Geral da Saúde do Trabalhador do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Ministério da Saúde, o profissional da saúde não relaciona a atividade no campo à enfermidade, situação que se busca reverter com esse protocolo específico à doença da folha verde. Quando o protocolo estiver ativo, o País terá como conhecer a saúde de quem planta tabaco e, para isso, o agricultor precisará notificar o posto de saúde se houver alguma ocorrência.

A partir da implantação do protocolo de vigilância, será possível produzir um manual com ações de prevenção, proteção, promoção e assistência com vistas à atenção integral à saúde dos trabalhadores da fumicultura.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Um Comentário

  1. Jaime Dutra

    De fato, Emily, o trabalho de vigilância e registro dos infortúnios laborais envolvendo os agricultores desse tipo de cultura é o primeiro passo para a proteção dos trabalhadores do campo.

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