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Segurança do trabalho: nem tudo está perdido

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Esperança por uma conscientização maior em SST (Foto Pixabay)

Como sempre, as semanas têm trazido notícias sinistras, por meio de dados sobre os acidentes de trabalho.  A revista Veja, por exemplo, publicou recentemente uma síntese sobre os trabalhadores paulistas, que sofrem um acidente de trabalho a cada quase 3 minutos. Outra mídia divulgou uma pesquisa que aponta que motociclistas são os que mais morrem em acidente de trabalho em Sergipe. A imprensa de linha popular mostra que soldador tem 90% do corpo queimado em acidente de trabalho. Ora, qual que será o fim disto?

Acidente de trabalho pode deixar de existir, e isso não é um sonho impossível. Por que, então, não se consegue obter um quadro de mais proteção se há meios e medidas de prevenção contra acidentes em todo ambiente laboral? O Brasil tem uma legislação de segurança do trabalho das mais modernas do mundo. Falta colocar as normas em prática ou ainda existe indiferença com o infortúnio ocupacional? A mulher ou o homem trabalhador que sai de casa para ir ao emprego do dia não pensa que se as condições do local em que exerce suas funções profissionais forem inseguras, eles poderão ser a próxima vítima? A questão do alto índice de acidentes de trabalho no País sem que isso mobilize os cidadãos é reflexo da falta de informação sobre os meios de prevenção e da responsabilidade por parte dos empregadores por promover ambientes saudáveis e seguros.

Assim, acho bastante positivas as iniciativas que despertam o valor da prevenção de acidentes de trabalho no meio educacional. Um exemplo bacana é o 1º Concurso de Segurança e Saúde nas Escolas, em Santa Catarina. Entre os prêmios para alunos e professores estão cursos de inglês, notebooks, tablet, smartphone e até reforma para escola. Lançado em abril, o concurso culminará com a entrega dos prêmios no dia 10 de outubro, data que marca o Dia Nacional da Segurança e Saúde nas Escolas. Podem participar estudantes dos ensinos fundamental e médio nas escolas públicas estaduais de Florianópolis – um universo de 42 escolas e aproximadamente 1,4 mil professores e 28,5 mil alunos. As inscrições dos trabalhos podem ser feitas até 31 de agosto. Os melhores trabalhos realizados em desenho e em redação vão ser premiados. Serão reconhecidos os três melhores trabalhos de cada categoria, juntamente com os professores responsáveis pela orientação das atividades, além da escola que proporcionalmente obtiver o maior número de trabalhos. Além da premiação específica de cada categoria, todos os alunos inscritos pelas escolas receberão medalhas.

O concurso, sem dúvida, é um passo que muda um pouco mais o baixo astral que é abrir um post, citando os tristes índices de acidentes de trabalho no País.

 Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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