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Segurança de trabalhador em altura vai além dos EPIs

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Salvar o trabalhador em altura antes que se apresente um quadro chamado de suspensão inerte (Foto Pixabay)

Segundo as estimativas do governo divulgadas há cerca de três anos, 40% dos acidentes de trabalho ocorreram por quedas, que causaram lesões graves ou até mesmo a morte dos empregados. Em função do protagonismo sinistro do trabalho em altura, em 2012, a Secretaria de Inspeção do Trabalho, do então Ministério do Trabalho, publicou a norma regulamentadora 35. Essa NR define alguns sistemas e equipamentos de proteção coletivos e individuais, além dos treinamentos obrigatórios.

Então, por que nem mesmo com os equipamentos de proteção individual (EPIs), que incluem cinturão e acessórios de ligação, com trava-queda ou talabartes, a proteção aos trabalhadores não está garantida?  Porque, ainda assim, o trabalhador pode despencar da altura em que se encontra, e mesmo usando esse aparato de EPI, sua integridade física poderá ser afetada. Como assim? Explico: é que para a efetiva segurança do trabalhador em altura ainda há um aspecto relevante que visa a salvar o trabalhador que cai: trata-se do plano de emergência que envolve as operações de resgate do empregado que fica pendurado pelo sistema de proteção. O setor técnico de segurança do trabalho deve saber que se o trabalhador ficar pendurado por muito tempo, quadro chamado de suspensão inerte, haverá dificuldade de circulação do sangue, podendo levá-lo ao óbito.

É, meu caro, EPI que resiste à queda não é suficiente na proteção do trabalhador em altura. Há comprovações científicas de que a suspensão sob amarras pode acabar com a perda da consciência da pessoa, seguida de morte, em menos de 30 minutos. Ou seja, o plano de emergência é tão importante quanto os equipamentos. Na hora em que o trabalhador cai, ninguém pode se fingir de morto, se não, quem morre é ele.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

2 Comentários

  1. Jorge Costa

    É impossível trabalhar com segurança do trabalho e não conhecer o quadro de suspensão inerte. Mas é preciso ter profissional na equipe que saiba lidar com o resgate seguro do trabalhador que despenca de altura.

  2. Jose Augusto da Silva Filho

    Emily e leitores, a SINDROME DA SUSPESÃO INERTE foi estudada inicialmente após a morte de vários espeleologistas que abandonaram os métodos tradicionais de escalada que utilizavam escadas, pelo método que utilizava apenas cordas e passava longos períodos em suspensão. A falha no sistema circulatório ocasionado pela compressão das fitas do cinturão de segurança tipo paraquedista, devido longos períodos em suspensão em trabalhos de Alpinismo Industrial ou após ter a queda retida e encontrar-se suspenso pelo sistema de segurança contra quedas, foi inicialmente chamado de Síndrome do Boudrier, mas algumas literaturas tratam como Choque Ortostático e no Brasil popularizou-se como Síndrome da Suspensão. TRATAMENTO: Após retirada da suspensão a vítima deverá ficar sentada com as pernas flexionadas o tempo de suspensão somados mais 10 (dez) minutos. A vítima só poderá ser deitada se estiver em parada cardiopulmonar para execução de RCP. (José Augusto da Silva Filho – JS Técnicas & Soluções – Barueri – SP.

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