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Respirar é preciso com o PPRA

A poluição do ar da cidade de São Paulo neste inverso seco tem sido dura de suportar. Os principais vilões desse caldeirão de poeiras são os carros, caminhões e ônibus que entopem as ruas de partículas “criminosas”. A resolução desse problema passa por ações políticas e culturais que não tenho porque abordar neste blog, que trata de SST. Mas calma lá, fiz este prólogo para falar de avaliação de agentes químicos (poeiras e gases) dentro das indústrias. Quem é do campo da saúde do trabalhador sabe que as empresas são obrigadas pela lei a fazer anualmente o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), que visa à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, avaliando e fazendo o controle de riscos existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. Para Reinaldo Morelli de Oliveira, especialista em avaliação de riscos ambientais e higiene ocupacional e diretor da Faster Soluções Tecnológicas, as empresas providenciam o PPRA porque são obrigadas pela legislação. Em geral, por ser uma área de conhecimento técnico específico, as indústrias terceirizam a sua realização. Oliveira diz, porém, que os engenheiros e os técnicos de segurança do trabalho devem conhecer minimamente as técnicas de avalição de agentes químicos ambientais, pois constam de suas atribuições profissionais.

No Brasil, basicamente, os usuários das empresas que fazem as avaliações ambientais são as indústrias dos diferentes segmentos. “Às vezes, pensamos que só uma indústria química emite agentes químicos. Não é verdade, as metalúrgicas têm problemas com materiais particulados e poeiras, a indústria siderúrgica, até mesmo os escritórios e os estacionamentos. Vemos também a presença de partículas muito fortes na construção civil. Assim, as indústrias têm essa demanda para montar seu PPRA, porque vão precisar do laudo do ambiente de trabalho”, explica. É quantificando essa concentração ou mesmo para afirmar que não há poeiras e gases, que as empresas vão poder eliminar ou minimizar o risco químico com ações preventivas. “Fazer esse trabalho, que é bastante técnico, requer não só equipamentos, mas capacitação, e é aí que as empresas de consultorias entram para prestar os serviços de avaliação”, diz.

Oliveira explica que o principal desafio desse trabalho é fazer uma boa coleta, que só será eficiente se houver uma estratégia apropriada, que parte da escolha dos equipamentos adequados e de sua correta utilização em termos de calibração, configuração e ajuste dos aparelhos e, por último, da escolha de um bom laboratório de análise que emitirá o laudo.

“Não basta chegar e fazer essa coleta em qualquer local ou em qualquer quantidade. Antes da coleta, precisa haver uma estratégia. Após essa etapa, o material é enviado para o laboratório analisar o conteúdo daquele ar, seja poeira ou gás. Daí, o laboratório emitirá um laudo com a concentração da exposição ao trabalhador, determinando o tipo de agente”, afirma.

Por isso, é preciso entender sobre a vasta instrumentação disponível e necessária para se realizar uma boa avaliação de agentes químicos. “Nas minhas palestras explico como o trabalho é feito, qual o tipo de empresa que a indústria deve buscar, desde um fornecedor de equipamentos até os instrumentos amostradores, além dos laboratórios mais preparados para emitir o laudo, ajudando a entender o passo a passo de coleta no campo para empresa ou técnico de segurança. Nessa área, sempre há confusão por parte do usuário, pois há diferenças para cada produto químico, com uma abordagem ou um instrumento, já que é um campo vasto com centenas de tubos e filtros específicos”.

A coleta do ar é feita em amostradores específicos para cada um dos gases existentes, seja um produto químico, gás, vapor, névoa, fumo ou poeira, que são as variações dos agentes. Ora, ora, parece que é melhor viver dentro de uma indústria química que tenha feito um bom PPRA e com sua consequente ação de prevenção, do que passear ao ar livre no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Por Emily Sobral

Um Comentário

  1. Roberval Janeli Santos

    Emily o P P R A não vale em BRASILIA ,mas só para o resto do pais . Infelizmente aqui é a nação do faz você se não te multo, mas, eu fiz a lei portanto não preciso fazer.Explico qual a diferença existente em um trabalhador estatutário e um celetista,para o meu entendimento nenhuma.
    Porque o que vale para um não se aplica no outro,ambos trabalham e estão sujeitos as doenças e acidentes.
    Eu acredito que o acidente e a doença profissional não escolhe a categoria, eu penso no antes ACIDENTE ZERO,por que gosto das pessoas e AMO MEU PAÍS.

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