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Quem solta balão que causa incêndio deveria arder ‘no mármore do inferno’

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Incêndio em fábrica de plástico de São Bernardo do Campo Reprodução/Twitter

Vamos falar sério, agora! Quem solta balão que resulta num incêndio de grandes proporções deveria, quando morrer, arder no mármore do inferno, sem trocadilho! No último fim de semana, um ‘sem juízo’ e ainda anônimo, porque a polícia não conseguiu identificar o criminoso, causou um incêndio ao soltar um balão, que caiu em cima da fábrica de peças automotivas Autometal, na estrada Eije Kikuti, 300, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

O mês de festas juninas é de alegria, milho e canjica, mas não de soltar balão. Por quê? Porque quem coloca a vida humana em risco é criminoso. Não adianta achar que balão colorido no céu é lindo. Não é, não, cara pálida! Inclusive a Lei de Crimes Ambientais foi alterada, agravando a pena para a conduta de soltar balões, que possa provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. O responsável em soltar balão que for pego, poderá ter uma pena de reclusão de dois a oito anos e multa.

Na aviação, o risco é ainda maior. Os balões podem colidir com aeronaves, enroscar nas turbinas dos aviões, provocar incêndios ou até mesmo cair na pista sobre aeronaves em abastecimento. Além disso, a estação do inverno, por causa do tempo seco, já desponta como um período de aumento dos incêndios florestais.

Logo, prevenir sempre pode. Não solte balão!

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