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Quedas que vitimam trabalhadores na construção civil resultam da irresponsabilidade das empresas

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Proteção contra quedas requer seguir procedimentos (Foto Pixabay)

Estou entre aquelas pessoas que consideram urgente e necessário que se resolva o alto índice de quedas de altura na construção civil.

Os acidentes com operários de obras de engenharia têm sido motivo de preocupação em todo o País, mas parece que as empresas de engenharia não aprendem nunca o necessário cumprimento da legislação de segurança e medicina do trabalho.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, somente em 2017, das 349.579 comunicações de acidentes de trabalho (CATs) feitas pelas empresas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 37.057 se referiam a quedas – 10,6% dos registros. Além do mais, essas ocorrências chamam a atenção pela gravidade.

Entre os acidentes fatais de trabalho no último ano, as quedas representaram 14,49% do total. Das 1.111 mortes em ambiente de trabalho registradas no ano passado, 161 foram causadas por quedas. Somados os números de acidentes e óbitos causados por quedas entre serventes de obras e pedreiros, foram 1.796 acidentes e 24 mortes no ano passado.

Entretanto, o quadro de acidentes é desalentador, porque há normas regulamentadoras claras e dirigidas à segurança na construção civil. A NR 18, que é específica à engenharia, e uma das principais para trabalho em altura, que descreve a correta utilização de andaimes e escadas, bem como outras medidas preventivas.

Já a NR 35, que diz respeito à segurança de atividades executadas nas alturas, acima de dois metros do nível do solo, apresenta itens relativos ao treinamento e capacitação dos trabalhadores, planejamento das atividades e medidas que eliminem ou minimizem os riscos, uso de equipamento de proteção individual (EPI) e acessórios e sistemas de proteção.

Pois, então, que se diga agora: desde que as normas existem e devem ser postas em execução, caso sejam desrespeitadas, as construtoras e seus responsáveis precisam de fiscalização constante e punições exemplares.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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