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Programa de recuperação de trabalhador dependente em álcool previne acidentes e demonstra responsabilidade social da empresa

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Beber no trabalho pode causar acidente (Foto Pixabay)

Quem não sabe que os operários da construção civil gostam de tomar um goró? Afinal, são as contas a pagar, os pepinos em casa com dona ‘encrenca’, juntamente com as crianças, e o chato do supervisor que abusa do poder, com cobranças feitas de maneira grosseira. Aí, só resta beber para esquecer as agruras da vida, não é mesmo? Obviamente, isso não é solução. Ao contrário, o consumo de álcool e até mesmo das drogas ilícitas quando usados durante o expediente só potencializam o problema sobre a vida do trabalhador.

Essa ‘válvula de escape’ é um verdadeiro risco quando se está no ambiente laboral, como um canteiro de obras. Pesquisas mostram que 40% dos acidentes acontecem com trabalhadores que estão sob o efeito de álcool ou drogas. O vício é a terceira causa de faltas do emprego. E a produtividade também cai, pois diminui em 35% a capacidade do operário. Isso tudo acontece, já que o funcionamento do organismo muda, e a consciência fica comprometida.

Agora, se o País tem milhões de desempregados, não seria mais fácil para a empresa demitir um empregado viciado para contratar outro sem o problema? Ora, a questão não pode ser tratada de forma tão desumana, quando há a possibilidade de a empresa colocar em prática programas de prevenção que recuperam a mão de obra, a sua qualidade de vida e, como consequência, a produtividade do negócio. Primeiramente, porque dependência química não é falha de caráter ou falta de vontade. É uma doença e precisa de cuidado e tratamento.

No canteiro de obras, o programa deve atender os operários. Workshops, palestras, oficinas educativas, distribuição de material e esclarecimento de dúvidas são as ações educativas que devem fazer parte do programa. O próximo passo é a reabilitação. Nessa etapa, o programa procura ajudar possíveis dependentes. Para isso, gerentes, coordenadores e supervisores são entrevistados, ouvidos e orientados. Depois, é a vez das campanhas motivacionais. Elas mostram as vantagens de se aderir ao programa voluntariamente. E ainda garantem ao trabalhador que ele não vai perder o emprego. Os operários que precisam de ajuda e foram identificados devem ser encaminhados para avaliação médica e psiquiátrica, além de atendimento psicoterapêutico. E não pode faltar a assistência familiar, nem do grupo de apoio, que são importantes nessa luta.

Logicamente, o trabalhador que passa pelo programa e recupera-se, precisa de um acompanhamento mais de perto, para que não haja recaída. Ou seja, a empresa precisa fazer a manutenção do programa, com reuniões periódicas conduzidas por funcionários, e um calendários de atividades educativas.

A prevenção contra álcool e drogas no ambiente de trabalho aumenta a produtividade, a qualidade de vida e ajuda a diminuir os acidentes de trabalho. Responsabilidade social custa pouco, e rende muito.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Um Comentário

  1. Carlos Alberto

    “Tomar um goró”… rsrsrsrs Emily, você é demais, tratar de um assunto sério com esta leveza de linguagem ajuda na conscientização da sociedade. parabéns

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