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Programa de Conservação Auditiva: eficaz se for abrangente

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Surdez ocupacional pode ser prevenida com uso de EPI (Foto Pixabay)

É preciso que se diga que hoje uma das doenças ocupacionais mais comuns é a Perda Auditiva Induzida por Ruído, a PAIR.  Graças à tecnologia e à legislação muitos parques industriais já são menos ruidosos. Para evitar esse tipo de doença, o Programa de Conservação Auditivo (PCA), quando bem executado, tornou-se uma ferramenta de gestão efetiva.

Ora, além de evitar que o trabalhador fique surdo devido à sua exposição excessiva durante a jornada de trabalho, o PCA é vantajoso ao empregador porque reduz as multas em fiscalizações impostas pelos auditores e reinvindicações trabalhistas de quem vai reclamar na Justiça do Trabalho contra o patrão porque ficou surdo enquanto trabalhava.

O ruído é um agente físico de risco aos empregados na grande maioria das atividades econômicas. Quem vai negar que o setor de construção civil não gera ruído, por causa das máquinas e equipamentos utilizados no canteiro de obras? E, nesse caso, o PCA não se refere apenas à imposição dos operários para usarem protetores auriculares, não. Na verdade, deve constar no programa uma série de medidas para prevenir ou estabilizar as perdas auditivas do trabalho. No País, a legislação para a gestão do PCA está explicitada, principalmente, nas normas regulamentadoras 9 (NR9), que trata do programa de prevenção dos riscos ambientas (PPRA), e NR 15, que trata de operações insalubres.  A NR 9 especifica que as ações preventivas devem ser iniciadas quando a dose de exposição ao ruído ultrapassar o valor de 0,5, segundo critérios dos anexos 1 e 2 da NR 15, para limites de tolerância para ruídos contínuos e intermitentes, e limites de tolerância para ruídos de impactos, respectivamente.

Há também o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), previsto na NR 7, que lista os parâmetros para o acompanhamento médico da audição dos empregados expostos a altos níveis de pressão sonora. O PCA que funciona precisa de entrosamento das diversas áreas da empresa, com responsabilidades de todos os envolvidos. No exemplo da construção civil, trazido no início do texto, o setor de manutenção deve encaminhar à revisão uma britadeira que esteja desregulada e produzindo um barulho acima do normal estabelecido pelo fabricante. Além disso, o PCA deve submeter-se sempre a uma análise dinâmica dos fatores de risco, e ser capaz de integrar as atividades preventivas, direcionando corretamente todos os recursos disponíveis, como a compra dos protetores auditivos e treinamento aos funcionários.

A seleção de um protetor auricular deve ter como base, logicamente, a intensidade do ruído, aferido por meio de aparelhos, e tarefas desenvolvidas, mas também no conforto individual, em função das diferenças anatômicas do canal auditivo dos trabalhadores. É preciso não fazer o PCA pela metade, viu?

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Um Comentário

  1. Dionísia Freitas

    Segundo a Fundacentro, a falta de registro dos casos contribui para que a PAIR permaneça invisível e sem a devida prioridade nos programas de prevenção à saúde da empresas. Mas o problema cresce a cada dia e a conscientização precisa ser feita.

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