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Profissionais de segurança precisam reconhecer as diferenças entre homens e mulheres nas práticas de SST

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

As empresas precisam reconhecer e ter em conta as diferenças entre trabalhadores masculinos e femininos (Foto Pixabay)

Amigos e amigas, não pretendo com este post ser patrulhada por esquerdistas defensores da chamada “ideologia de gênero”, até porque este blog trata de segurança do trabalho. Isso quer dizer que nossa preocupação é com os riscos ocupacionais aos quais estão expostos, em diversos setores produtivos, homens e mulheres.

Mas, afinal, por que abro este texto citando a “ideologia de gênero”? Bem, para chegar ao ponto da pauta sobre SST, acho importante expor que, no Brasil, o debate sobre “ideologia de gênero” foi intensificado com a estruturação do Plano Nacional de Educação (PNE), em 2014, em que se refere a uma expressão de que os gêneros são, na verdade, construções sociais. A ideia defendida por progressistas é de que os seres humanos nascem iguais, sendo a definição do masculino e do feminino um produto histórico-cultural desenvolvido tacitamente pela sociedade.

Assim, a “ideologia de gênero” seria a abrangência dessas ideias, colocando o gênero como algo que pode ser mutável e não limitado, como definem as ciências biológicas. Segundo os defensores dessa ‘ideologia’, o fato de determinada pessoa ter nascido com o órgão sexual feminino, ou seja, uma vagina, útero e ovários, não faz com que esta se identifique obrigatoriamente como uma mulher.

Agora, finalmente, sigo em direção ao assunto pertinente ao blog, que é saúde e segurança do trabalho.  No ambiente de trabalho, seja uma planta industrial ou um escritório, as atividades desempenhadas por homens e mulheres precisam ser tratadas de forma diferente, uma vez que não são iguais do ponto de vista biológico. No domínio da saúde e segurança do trabalho, as empresas precisam reconhecer e ter em conta as diferenças entre trabalhadores masculinos e femininos, o que significa, por exemplo, incluir as questões de gênero na avaliação de riscos.

Outra questão é admitir flexibilidade no horário de trabalho, para mães que estão amamentando seus bebês. As análises de riscos precisam levar em conta as diferenças biológicas, no que diz respeito à força física.

As condições de trabalho devem levar em conta as características de homens e mulheres, para que ambos os gêneros desempenhem suas tarefas com o máximo de segurança possível.

 

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

3 Comentários

  1. Ricardo Carvalho

    Não concordo com você. As medidas de segurança para homens e mulheres devem ser iguais. se querem direitos iguais, as mulheres precisam ser tratadas sem privilégios.

  2. Leandro Melero

    Muito bom Emily! Escolhas sociais não retiram a responsabilidade da medicina em diagnosticar patologias e medidas de controle epidemiológicas, considerando o gênero biológico e suas particularidades.

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