• Extingue
    Extingue
  • Instituto Treni
    Instituto Treni
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Prédio no Largo do Paissandu: com a ocupação irregular já estava anunciada a tragédia

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Prevenção em imóvel ocupado? Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

O incêndio seguido de desabamento do prédio do governo federal no Largo do Paissandu, em São Paulo, nos últimos dias, entra como uma das notícias mais lidas nos portais de notícias. Depois, como de costume, tudo volta ao ‘normal’, pois, no Brasil, as tragédias incendiárias são esquecidas muito rapidamente.

Já este blog, que mantém uma categoria específica de segurança e proteção contra incêndio, tem como objetivo analisar a essência dos fatos, indo além das notícias de ocasião. Pode parecer óbvio, mas para que um incêndio não aconteça, especialmente os de grandes proporções, é preciso antes haver prevenção. Quem nunca ouviu falar, por exemplo, em Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB, emitido pelo órgão atestando que o local foi vistoriado e está em conformidade quanto à segurança contra incêndio e pânico? Pois bem, o prédio no Largo do Paissandu mantinha um AVCB? É claro que não, pois era um local ocupado por cerca de 150 famílias de sem-teto, que participavam do movimento LMD (Luta por Moradia Digna), que gerenciava a ocupação irregular, e, pasmem, ainda cobrava das pessoas uma taxa de ocupação. Evidentemente, quando se sabe de uma ocupação desse tipo entende-se que já estava anunciada a tragédia. Então, a pergunta que não quer calar: por que as famílias já não haviam sido retiradas de lá? Infelizmente, no Brasil, falta de tudo: poder público capacitado e honesto, Justiça e bom-senso das autoridades. Não há nenhuma ordem na bagunça deste País!

Agora, como um prédio cheio de ‘gatos’ e gambiarras elétricas pode ser considerado uma moradia digna, não é mesmo, LMD? Cadê a prefeitura que sabia dessa ocupação irregular e não equacionou o problema? Exclusão, pobreza e movimentos sociais são temas de responsabilidade do Estado, que, em geral, não sabe como resolvê-los.

Encerro citando alguns aspectos que dizem respeito à categoria deste blog: as medidas preventivas contra incêndio dividem-se em proteções ativas, que abrangem equipamentos de detecção, alarme e extinção do fogo, e medidas passivas, que abrangem o controle dos materiais, meios de escape, compartimentação e proteção da estrutura do edifício, projetados por profissionais habilitados, antes mesmo do habite-se. Tudo que havia nesse prédio do Largo do Paissandu, não é mesmo?

 

5 Comentários

  1. Luciano Almeida

    Emily, você não poderia ter outra visão que não a mais objetiva: sem proteção e prevenção as tragédias são anunciadas.

  2. ROBERVAL JANELI SANTOS

    Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o rei Dom José perguntou ao General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu … Portanto, quando você ou sua empresa enfrentarem um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos! Pense nisso.
    Engenharia de Segurança se faz antes depois fica a frase acima.

Deixe uma resposta



This blog is kept spam free by WP-SpamFree.