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Precaução: muito além da prevenção

Atualmente, o movimento em busca de ambientes laborais mais seguros é mundial.

Em termos de saúde e segurança no trabalho, a comunidade europeia destaca-se como a mais avançada, e isso se deve à sua cultura prevencionista, já bem enraizada na população.

Em 2014 o governo chinês convidou várias organizações internacionais para discutir a necessidade de inserir no currículo de educação do ensino básico a questão da saúde e segurança, não apenas no trabalho, mas na vida. Isso envolve uma abordagem universalizada, não somente focada em treinamentos específicos mas com base na formação dos indivíduos.

As tecnologias avançam numa velocidade muito grande, e o desafio está em detectar os possíveis riscos à saúde que elas trazem e como eliminá-los ou pelo menos minimizá-los. E isso está um passo além da prevenção: trata-se de precaução.

E qual a diferença entre prevenção e precaução?

A primeira refere-se a proteger as pessoas de riscos conhecidos. A segunda, de possibilidades de riscos apontadas por estudos científicos.

Nesse caso, diante de uma incerteza científica, por precaução, o Estado toma medidas para evitar a exposição do indivíduo ao suposto perigo. Um exemplo bem claro disso é o que vem ocorrendo na Europa: está proibida a venda de telefone celular para menores de 16 anos na França, uma vez que pesquisas apontam para um efeito térmico na massa encefálica de crianças expostas ao aparelho por mais de 10 minutos, o que pode levar a um prejuízo cognitivo. Na Bélgica, o governo estabelece o fim de qualquer publicidade que incentive o uso de telefonia móvel entre crianças e obriga os fabricantes de aparelhos a informar a taxa de absorção específica (SAR), unidade de medição do nível de radiofrequência absorvida pelo corpo humano no momento do uso do celular. Tais medidas vigoram até que conclusões científicas mais apuradas sejam divulgadas.

Trata-se de um exagero? Somente o futuro dirá, mas o assunto merece ser amplamente discutido. Hoje, seria impensável viver sem celular, mas esse dispositivo entrou nas nossas vidas há muito pouco tempo para sabermos quais possíveis consequencias danosas à saúde ele pode nos causar. Segundo Robson Spinelli Gomes, diretor técnico da Fundacentro, esses são os novos paradigmas de saúde e segurança, e o Estado tem a obrigação de proteger a população inclusive das perspectivas de risco.

Por Dorothea Piratininga

 

 

3 Comentários

  1. Simão F. Nogueira

    Isso não seria intervencionismo demais? Aqui no Brasil, terra da intromissão do governo na vida de todos, isso seria um desastre.

    1. Emily

      Simão, também penso no terrível mal que o intervencionismo possa causar ao cidadão que preza a liberdade. Mas o Estado tem o dever de dar educação, inclusive sobre quão importante é a prevenção e a precaução. Precisamos, juntos, encontrar uma solução que resulte na educação com liberdade. abraço,

  2. Markcileide

    Acredito que podemos aproveitar as novas tecnologias com cautela, sempre destacando a prevenção para possíveis riscos à saúde.

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