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Powtech 2016: quando seremos uma União Europeia?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Paulo Raña na Powtech 2016
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A novidade apresentada, válvula de isolamento mecânico NOVEx, que, entre outros equipamentos, protegem contra…
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explosões Foto: Agência Brasil

No Brasil, estamos ainda na fase de divulgar o inegável: “é melhor prevenir do que remediar”. Para a proteção de atmosferas explosivas em indústrias há normas nacionais e estrangeiras, o que não chega a ser suficiente para mudar a realidade dentro das empresas, que continuam vulneráveis às tragédias com pós-combustíveis.

Os administradores e empresários, em geral, não sabem da importância de um plano de áreas classificadas, para que as ações de proteção sejam tomadas e, assim, evitadas tragédias envolvendo explosões industriais que arrebatam vidas e investimentos. Na Europa, o papo é outro. Mas, chegaremos lá.

“Na comunidade Europeia, a segurança é um assunto extremamente sério. Não por existirem leis e normas atuais e efetivas, mas a consciência de todos faz com que os investimentos nesses sistemas de prevenção e proteção sejam prioridade. Desde o conceito do projeto, a segurança já é pensada e colocada em discussão”, explica Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, fabricante de produtos com tecnologia contra atmosferas explosivas, que desembarcou recentemente no Brasil. Raña acaba de chegar de Nuremberg, na Alemanha, onde ocorreu a feira Powtech 2016, sobre essas tecnologias. Lá, o entendimento quanto à importância de se projetar medidas de proteção já faz parte das instalações de qualquer nova unidade fabril, não havendo questionamento sobre sua necessidade ou não, e os investimentos em adequações e melhorias de plantas existentes são constantes.

“O Brasil está ainda num estágio incipiente. Algumas multinacionais trazem seus padrões de segurança e os aplicam aqui, outras ainda não o fazem ou estão no início. Poucas empresas têm consciência da real necessidade e nunca priorizam sua implantação. Preferem saber dos riscos e conviverem com eles. Preferem economizar ou direcionar o investimento a algo diferente. Há empresas que passaram por problemas e já estão se adequando. Porém, deve haver meios de se sensibilizar o mercado e, principalmente, difundir o conhecimento, pois esse risco e sua mitigação ainda são pouco conhecidos, por incrível que pareça”, explica.

Concordo com Raña somente o conhecimento, a conscientização, a normalização e leis fariam o empresário considerar a prioridade desses projetos.

Em termos de normatização dos equipamentos contra explosão, o Brasil também não está em pé de igualdade com os países de primeiro mundo. “Temos muito que fazer. Sou membro da ABNT CEE-80 (Comissão de estudo especial de sistemas de prevenção e proteção contra explosões) e trabalhamos constantemente, mas há poucas pessoas com disponibilidade para nos ajudar. Este é o maior entrave para acelerar e finalizar nossas normas, principalmente para pós e poeiras explosivas”.

Quanto às tecnologias apresentadas na feira, especialmente as da Adix, o que havia de novo e em que medida amplia as possibilidades de proteção contra explosões?

Quando fala do que viu na Powtech 2016, Ranã empolga-se para contar o que viu e o protagonismo da ADIX na feira. “As soluções da empresa são bem consolidadas, mas a ADIX possui um viés de inovação, isto devido ao espírito jovem e empreendedor de Ignácio Garrido, CEO da empresa, que está sempre buscando novos avanços tecnológicos”, afirma.

Por falar em novidade, ele destaca a válvula de isolamento mecânico NOVEx. Segundo explica, por estar sempre aberta, possui uma perda de carga reduzida e sem restrição de vazão mínima, além de ter um sistema autolimpante e adequado à poeira orgânica ou metálica até St2.

As garrafas de supressão foram inovadas, com a inclusão de sistema de ativação redundante com monitoramento e controle de pressão, o que possibilita bloqueio simples para manutenção e transporte. “Também houve melhorias significativas nos abafadores para serem certificados e utilizados para pós fundentes. Entre muitos outros detalhes que demonstram evolução da tecnologia”, conta.

Raña empolga-se mais ainda para falar da Powtech: “Uma feira impressionante, com 891 expositores de 31 países e mais de 16 mil visitantes nos seis pavilhões. É realmente a feira número um de tecnologia de processamento mecânico de pós, granulados e produtos sólidos, reunindo os principais fornecedores e desenvolvedores focados na inovação. Dentre eles, estava a ADIX. Em nosso estande, tivemos excelentes discussões com visitantes de alto nível, interessados em nossa tecnologia e produtos inovadores. Foi um sucesso!”

 

 

4 Comentários

  1. Romulo Peres

    Tudo muito interessante! Os empresários brasileiros precisam saber dessas novidades. Seria importante divulgar quando e onde será a próxima Powtech.

  2. Viviano Monteiro

    Quando será que os empresários brasileiros levarão a segurança a sério? Por enquanto eles preferem viver perigosamente. Nào desista de bater nessa tecla, Emily! Ações como a sua só podem ajudar.

  3. ROBERVAL JANELI SANTOS

    O Brasil só interessa para os estrangeiros porque,somos mão de obra barata, temos matéria prima e eles estão ganhando muito dinheiro aqui levando para seus países de origem.
    Veja os escândalos das industrias automobilística,Poluição adulteração dos ensaios ,Wolks e outras.
    Nos brasileiros pagamos um alto custo para “receber” benefícios da tecnologia estrangeira,veja a mesma industria que fabrica os automóveis lá aqui o modelo sempre tem menos equipamentos de segurança dos que os de lá.
    Fabrica-se aqui exporta para lá e existe uma grande diferença tecnológica. Isso que falo vale também para a exportação de comida não exportamos o excedente.

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