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Por que as mortes por acidente de trabalho voltaram a crescer no Brasil?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Retrocesso contra as mortes por acidente de trabalho (Foto Pixabay)

O que mais incomoda é ver o Brasil dando passos à frente, para depois vê-lo retroceder em seus avanços. Na área de segurança do trabalho, o País vinha reduzindo o número de mortes por acidente de trabalho. Só que após cinco anos em queda, o número voltou a crescer.

Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), em 2018, foram registrados 2.022 óbitos, enquanto em 2017, foram computadas 1.992 mortes em ofício. Anteriormente, o último crescimento registrado foi entre 2012 e 2013, quando o índice saltou de 2.561 para 2.675. Atividades em que ocorreram mais acidente de trabalho foram serviços de atendimento hospitalar, de comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios (hipermercados e supermercados), administração pública em geral, de construção de edifícios e transporte rodoviário de carga.

Infelizmente, há quem ache que isso ocorreu devido à flexibilização das normas de trabalho, pois as empresas deixaram de observar normas de segurança e saúde do trabalho. Ora, que flexibilização de normas? As 37 normas regulamentadoras de segurança do trabalho continuam em vigor, ainda que o novo governo já tenha sinalizado que irá simplificá-las. Os auditores fiscais continuam exercendo suas funções de fiscalização nas empresas.

Em vez de análises simplistas, os profissionais precisam de ‘olhos’ mais condizentes com os novos tempos. Primeiramente, as ações de segurança são vistas como despesas pelos empregadores, o que é um erro anedótico. Estima-se que para cada real investido em segurança do trabalho, outros cinco são economizados. A cultura de segurança deve estar presente em toda a cadeia produtiva, com patrões e trabalhadores entendendo que a prevenção contra as doenças e acidentes de trabalho precisa ser um valor.

Assim, a energia e gestão não devem estar voltadas à vigilância, mas deveriam estar na prevenção. Portanto, não falta norma, falta inteligência.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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