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Poeira de grãos em silos pode matar

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Acidente com jovem em silo foi fatal

Um jovem de 21 anos, funcionário de uma empresa proprietária de um silo em Entre Rios do Oeste, no Paraná, morreu soterrado, em 30 de março, ao cair dentro da moega, equipamento destinado à dosagem de materiais provenientes dos armazéns de grãos. O trabalhador foi soterrado no local que armazena grande quantidade de soja. Sem dúvida, uma tragédia aos familiares e amigos do jovem.

É… Abro o post de hoje sobre esse acidente porque volto a colocar os silos como tema central de análise. As condições de segurança em unidades de armazenamento de grãos, que são espaços confinados, estão previstas na norma regulamentadora 33 (NR 33), segurança e saúde em espaços confinados. Há inúmeros riscos em silos, que ameaçam a integridade física dos trabalhadores. Entre esses, porém, faço questão de destacar o risco de explosão. Por causa da negligência e descuido nos silos, as explosões acontecem. Há vários métodos preventivos, como limpeza do local, evitar fontes de calor, fazer o aterramento de motores e manutenção de aparelhos e tomar cuidado com ventiladores e peças rotativas.

Entretanto, a falta de informação sobre os sinistros explosivos envolvendo a poeira de grãos de origem agrícola tem levado os responsáveis a cometer omissão quanto à prevenção em silos. Além disso, deve-se confiar a proteção de ambientes com atmosferas explosivas como os silos aos profissionais especializados e capacitados em projetos específicos a cada local.  As regras de proteção contra os riscos de explosão estão estabelecidas em normas e são os profissionais envolvidos com áreas classificadas que estão aptos a programar as medidas de prevenção.

A partir de análises técnicas, o consultor irá propor medidas para evitar a formação de atmosferas explosivas ou, caso não seja possível, evitar a sua deflagração e a propagação de eventuais explosões.

Lembro que as atmosferas explosivas são constituídas por misturas de ar com substância inflamável, que, no caso do silo, gera as poeiras, nas quais, após a ignição, desencadeia o sinistro. Os locais onde se formam atmosferas explosivas são classificados em função da frequência e de sua duração. Como se pode entender não é qualquer pessoa que tem know how para propor soluções técnicas de prevenção. “Para que aconteça uma explosão é preciso que a quantidade de material combustível seja de grandes proporções, bem como tenha pouco espaço entre si, com o oxigênio do ar”, explica Paulo Raña, engenheiro e representante da empresa espanhola ADIX, especializada na prevenção de explosões e proteção de pessoas e ativos.

Como pela legislação a responsabilidade pelas medidas de prevenção deve ser da empresa, cabe à sua gestão contratar profissionais que saibam projetar os parâmetros de proteção, por meio de equipamentos e sistemas adequados. Afinal, causar danos aos trabalhadores em função de partículas orgânicas com diâmetro entre 1 a 100 um (micrometro) é o cúmulo da insensatez.

 

5 Comentários

  1. Romulo Peres

    Nos Estados Unidos, a concentração máxima aceitável de poeira de grãos em espaço confinado é de 40 gramas por metro cúbico de ar. Acima disso, é considerado arriscado. Um aparelho que indica a concentração de gases perigosos no interior dos silos que dá segurança ao trabalhador.

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