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PL do veneno: quem vai brigar pelos trabalhadores rurais?

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O PL do Veneno prejudicará o trabalhador rural. Será? (Foto: Pixabay)

A briga entre ruralistas e ambientalistas vai subir de tom, quando o Projeto de Lei dos Agrotóxicos, apelidado de PL do Veneno, for para votação no plenário da Câmara.

Em junho, a comissão especial da Câmara que analisa o PL aprovou, por 18 votos a 9, o relatório do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), defendido pela bancada ruralista. Agora, o PL 6299/2002 deve ser levado ao plenário da Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é que fixará a pauta de votação. Entre outros itens, o projeto de lei prevê que a palavra “agrotóxico” seja substituída por “pesticida”, além de atribuir ao Ministério da Agricultura o poder do registro de novos produtos. Também inclui a adoção de uma tabela de grau de risco para novas substâncias no Brasil, permitindo que produtos não autorizados passem a ser analisados conforme um grau de tolerância. Aproveito a pauta do agrotóxico que está em evidência, para analisar aspectos que dizem respeito ao blog, de saúde e segurança dos trabalhadores. Quando há defensivo agrícola no centro das polêmicas, mais do que prejudicar os consumidores de alimentos, é importante pensar no grau de exposição aos riscos dos trabalhadores rurais, que aplicam os produtos. O contato periódico dos trabalhadores com o agrotóxico aumenta o risco de diversas formas de câncer e de malformação na gestação, bem como redução da fertilidade masculina.

Evidências científicas, por meio de estudos realizados por pesquisadores, confirmam os diagnósticos médicos acerca de doenças dos produtores rurais. O que se sabe hoje é que a alta taxa de mortalidade no meio rural é proveniente de envenenamento por agrotóxicos. Os profissionais de segurança do trabalho precisam participar ativamente para minimizar os riscos dos agrotóxicos em trabalhadores rurais, com medidas educativas e preventivas. Primeiramente, a maioria dos empregados do campo não compreende as instruções quanto ao uso seguro de pesticidas agrícolas, e isso precisa mudar. Há ainda muita dificuldade no uso de equipamentos de proteção individual. Bem, a população que é contrária ao PL dos agrotóxicos pode aproveitar esta ocasião para refletir sobre os danos à saúde o trabalhador rural.

Outro ponto a ser resolvido é que os trabalhadores não sabem realizar o procedimento correto de aplicação do produto. A Bela Gil, filha do cantor Gilberto Gil, e chef de cozinha natureba que defende alimentos sem agrotóxicos, podia entrevistar um produtor rural, para saber como ele se previne de intoxicações e doenças causadas pelos produtos, não é mesmo? Fica aqui minha sugestão para a Bela.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica. 

3 Comentários

  1. Solano Torres

    Ninguém vai brigar pelos trabalhadores rurais, porque além de você, Emily, parece que ninguém se importa com eles. Essa que é a verdade.

  2. Joel Nunes

    Esses ruralistas são do mal. Além de prejudicar a população que consome os alimentos, os trabalhadores rurais são praticamente assassinados com essa liberação excessiva do pesticida.

  3. Adão Borba

    Bom dia, o que interessa aos deputados é o dinheiro saúde fica em segundo ou terceiro plano, é uma vergonha, quantas pessoas serão afetadas por esta atitude irresponsável de nossos (representantes).

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