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País precisa de trabalhadores equilibrados, sem estresse e produtivos

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

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Síndrome de burnout é uma realidade cada vez mais presente no trabalho (Foto Pixabay)

Em tempos de pressão por resultados financeiros nas empresas, especialmente com a crise econômica severa em que estamos metidos, há um problema que cresce no cenário do trabalho: o esgotamento físico e mental de profissionais. Também conhecida como síndrome de burnout, palavra da língua inglesa que significa “algo que queima até não sobrar nada”, o problema requer atenção para que não venha a tornar-se uma epidemia.

Imagine um quadro semelhante à música do cantor e compositor Sílvio Brito, chamada de Tá Todo Mundo Louco. Segundo o cantor, a letra foi composta num momento em que ele estava em depressão. Mas vamos voltar ao burnout. Embora não haja dados muito precisos sobre quais as categorias profissionais que estão mais expostas à síndrome, quem trabalha num contexto de muita imprevisibilidade ou excessivo risco está mais propenso aos sintomas característicos de exaustão. São policiais, bombeiros, equipes de saúde em pronto-socorro ou até mesmo trabalhadores de bolsas de valores. Ser policial, por exemplo, não é mole não. Quem não ficou sabendo da polêmica envolvendo a jornalista e apresentadora Fátima Bernardes, que realizou no final do ano uma enquete, questionando os convidados do seu programa sobre quem deveria ser socorrido primeiro: um traficante em estado grave ou um policial levemente ferido? Deixo a Bernardes pra lá. O importante a saber sobre a síndrome de burnout é que o trabalhador pode evitá-la.

“Do ponto de vista do indivíduo, o desafio é saber manter certo distanciamento emocional frentes às situações potencialmente estressantes, saber auto observar-se para perceber quando se está muito estressado e deixar-se ‘esfriar’ um pouco”, recomenda Mário Louzã, médico psiquiatra. Agora, do ponto de vista das empresas, estas precisam ter o bom senso de dosar o limite de demandas e exigências para com os funcionários. “A empresa precisa oferecer condições para que o empregado possa ter seu momento de descontração, se precisar, ou até manter certa flexibilidade em relação aos horários”, recomenda Louzã. Bem, o Brasil está precisando de mão de obra equilibrada, capaz de ajudá-lo a sair do buraco em que se encontra. Se não, tá todo mundo louco…

4 Comentários

  1. Frida Santos

    O estresse que descamba para doenças é comum, mas os patrões não acreditam. é preciso mudar a cultura exploradora das empresas

  2. Margareth

    A pessoa tem até medo de ser afastada do trabalho em decorrência do estresse em meio a essa crise. É capaz de ser demitida como inútil.

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