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SÉRIE CEREST. Itapeva, em SP, arregaçando as mangas pelo trabalhador

Venho divulgando os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CERESTs) de todo o Brasil, por uma questão óbvia: este blog analisa o que está por trás dos desafios que impedem que os trabalhadores tenham bem-estar, saúde e não sofram acidentes enquanto laboram. Com esses centros formaram-se as condições reais de se fazer a vigilância e de promover ações para que os problemas decorrentes da relação saúde, trabalho e meio ambiente sejam observados, cuidados e resolvidos. O trabalho é hercúleo, daí nem sempre a resolução atinge 100% das necessidades dos trabalhadores. Mas quem arregaça as mangas para cuidar do trabalhador? São eles, os profissionais do Cerest. Pois é… Foi por isso que achei relevante divulgar os Cerests do País. É incrível que a despeito das diversidades de regiões e seus perfis econômicos específicos, tenho visto um mesmo empenho e envolvimento dos profissionais dos Cerests que tenho conhecido pelo blog.

Em Itapeva, interior de São Paulo, onde há muitas serrarias na região, os acidentes com amputações de trabalhadores são comuns, sendo justamente o Cerest de Itapeva que se envolve com problemas tão tristes e graves como as amputações. Mas, o mais importante é o papel de prevenção, para que se reduzam as mutilações e outros problemas recorrentes do setor madeireiro. Na abrangência do Cerest Itapeva, há ainda os setores de construção civil, comércio e educação, que estão expostos e vulneráveis aos riscos.

E é justamente o Cerest Itapeva que está lá desde 2008, cobrindo uma área de 15 municípios, entre eles Apiaí, Barra do Chapéu, Bom Sucesso de Itararé, Buri, Guapiara, Itaberá, Itaóca, Itapeva, Itapirapuã Paulista, Itararé, Nova Campina, Ribeirão Branco, Ribeira, Riversul e Taquarivai, para transformar uma realidade ruim em um sonho possível: trabalhar sem agravos à saúde. Nessa abrangência, encontra-se uma população estimada em 272.676 habitantes, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim, uma equipe com quatro profissionais de nível superior, dois de nível médio, um motorista e um auxiliar de serviços gerais, trabalham promovendo ações relacionadas à prevenção de doenças causadas pelo benzeno e amianto, com campanhas educativas e orientação aos trabalhadores. São trabalhos conjuntos com as vigilâncias sanitárias municipais das cidades de abrangência e sindicatos de classe.

“Fazemos uma vigilância permanente sobre notificações dos agravos relacionados ao trabalho em toda região”, conta Luciana Gimenez Raffa Gonçalves, gerente técnica do Cerest de Itapeva. Segundo ela, anualmente são promovidos treinamentos para as equipes de saúde de todos os municípios sobre vigilância e notificação dos agravos e inspeções dos locais de trabalho de todos os acidentes graves, fatais e com menores de 18 anos, juntamente com as vigilâncias sanitárias.

“Acredito que falta no processo educativo, desde a infância, a inclusão dessa noção de prevenção, de resguardo da própria vida e que o trabalho, fonte de sustento, não pode ser o causador de doenças e acidentes. E que o trabalhador também é responsável por essa prevenção. Além disso, deve-se ensinar, desde a infância, a recusa de atividades perigosas e danosas a nossa saúde e integridade física. Deveria ser incluída em todas as grades curriculares e de todos os cursos universitários, a matéria ‘saúde do trabalhador’”. Eis aí alguém que sabe e que busca contribuir com a população de seu País.

Por Emily Sobral

O e-Social vem aí, lá! lá! Lará! Hey! Agora é hora de SST! Vamos sorrir e cantar!

O e-Social é um sistema do governo federal que vai unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados. Os registros de eventos serão enviados por meio de arquivos digitais. No que diz respeito aos fatos de SST, que é nossa seara, há especificidades que precisam ficar claras aos gestores das empresas,

Treinar para ter segurança só se for em laboratório

Um empregador que admite que seu empregado execute uma atividade em altura depois que foi treinado e habilitado, pela primeira vez, por meio de curso a distância está de brincadeira. Infelizmente, isso não é uma hipótese irreal. Ao contrário, segundo Hiran de Paiva Campos, técnico em Segurança do Trabalho e diretor da Total Seg, de Minas Gerais,

Mais um abacaxi: picada de serpente

Resolvi escrever mais um post sobre a situação dos trabalhadores da cultura de abacaxi,  para ajudar a dar um basta à cultura da indiferença em relação aos acidentes de trabalho e por ter recebido um comentário de um leitor, criticando algumas informações prestadas neste blog no texto da semana passada. Quero deixar claro que as minhas análises são feitas a partir de conversas com fontes credenciadas.

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Anexo II da NR 35 vem com tudo

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Respirar é preciso com o PPRA

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Laboratórios de ensaios que comprovem o comportamento de produtos, sistemas e instalações referentes à proteção contra incêndio são essenciais. Para isso, obviamente, os laboratórios devem ter capacidade técnica comprovada. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, mantém um laboratório específico de proteção contra incêndio, denominado Segurança ao Fogo. Lá são realizados ensaios relacionados aos materiais de revestimentos,