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Cuidado para não “pagar o pato” de erros alheios

Pense numa senhora de mais de 70 anos vivendo os preparativos para sua primeira viagem às Ilhas Gregas. Em vista disso, ela foi ao shopping comprar os últimos itens para levar na bagagem. Ao passar por um quiosque de sorvete, a senhora escorrega, desequilibra-se e cai. O acidente a levou à cirurgia da bacia e, claro, a viagem dos sonhos foi cancelada. Já idosa e com sequelas da queda, nunca mais ela pôde viajar, pelo menos para as Ilhas Gregas. “Esse caso aconteceu há cerca de 15 anos num shopping em São Paulo, mas, claro, não vou revelar o nome”, explica Sérgio Ceccarelli, diretor da CSI, na área de segurança contra incêndio.

Ele conta que a família dela levou o caso à justiça, perícias foram feitas e muitos anos depois, o shopping foi obrigado a pagar uma indenização “fabulosa”. Houve o ressarcimento por danos morais à vítima, e o superintendente do shopping foi acionado judicialmente. Ceccarelli explica que, em empreendimentos comerciais, o código de defesa do consumidor também pode ser aplicado e contribuir para que o ressarcimento pecuniário pago à família seja ainda maior. O consultor lembra esse fato para alertar síndicos, administradores de imóveis e condôminos que a responsabilidade civil e criminal é estabelecida por lei e todos podem acabar “entrando na dança” do pagamento imposto pela justiça.

“O fato é que minutos antes de a senhora entrar no shopping, uma criança derrubou um sorvete no chão. A lentidão do corpo de segurança, do pessoal da limpeza e dos bombeiros civis do shopping para remover o sorvete derretido ocasionou a queda da senhora que, sem enxergar direito, não viu a mancha líquida e gordurosa, propícia para acidentes como esse”, afirma. A indenização custou caro a todos no shopping. Por isso, nenhum condômino deve ficar alheio à gestão dos empreendimentos, seja comercial ou residencial. O consultor diz que praticamente ninguém leva em consideração que existe a responsabilidade solidária. Num prédio residencial, onde não há corrimão nas escadas, por exemplo, e alguém cair, a vítima poderá entrar com uma ação de indenização. Se perder, todos pagam a conta. “Um condomínio que custa 500 reais por mês, pode subir para 700, a fim de cobrir as verbas indenizatórias”, exemplifica. Assim, o alerta fica para aquele morador que nunca comparece às reuniões “chatas” de condomínio, porque não quer se preocupar com nada, mas quando o problema aparece não se conforma em pagar o prejuízo. E quando o acidente for um sinistro maior, como um incêndio? Não dá para se fingir de morto, porque não existe vida em sociedade sem responsabilidade de todos, de forma solidária ou na marra.

Por Emily Sobral

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É preciso ficar esperto com a lavagem. Se em casa de enforcado não se fala em corda, em tempos de lava-jato não se toca no assunto de lavagem de dinheiro. Mas hoje vamos falar de lavanderia

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