• Extingue
    Extingue
  • Instituto Treni
    Instituto Treni
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Como dar saúde ao trabalhador da saúde?

A saúde do trabalhador da saúde foi tema de palestra recente em Santos, São Paulo. Tereza Luiza Ferreira dos Santos, psicóloga e pesquisadora da Fundacentro, abordou as doenças e acidentes de trabalho sofridos por esses profissionais. Trata-se de uma ironia, pois são essas pessoas cujas atividades consistem em melhorar a saúde humana, que mais são vítimas de doenças e acidentes de trabalho. Isso é a consequência de uma organização do trabalho nos serviços de saúde do País que está longe de ser ideal. Se a própria população reconhece as más condições de atendimento no sistema de saúde público, no papel de pacientes, imagine os profissionais dessa área! As mesmas más condições para o paciente são enfrentadas todos os dias pelos profissionais.

Atualmente, estima-se que existam 2.566.694 trabalhadores de saúde, nas três esferas de governo e setor privado. De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os maiores números de auxílios de doenças correspondem às lesões por esforços repetitivos, transtornos mentais e acidentes com perfurocortantes. E os profissionais de saúde estão dentro dessas estatísticas. Em 2012, os CNAEs 86/87/88, em que estão enquadrados os profissionais da saúde, registraram 60 mil acidentes típicos, acidentes de trajeto e doenças do trabalho no Brasil.

Entre 2007 e 2010, os acidentes de trabalho envolvendo material biológico no Estado de São Paulo atingiram as respectivas categorias (52% auxiliar e técnico de enfermagem, 10% médicos, 6,7% enfermeiros, 6,3% estudantes, 5,7% auxiliares de limpeza, 1,8% coletores de lixos). Os acidentes envolvendo perfurocortantes atingem mais os auxiliares e técnicos de enfermagem, médicos e enfermeiros. “É interessante pensar que nem todos os trabalhadores têm consciência do risco biológico ou outros riscos aos quais estão expostos. Vale salientar que o baixo número de funcionários e a grande demanda de usuários também representam riscos à integridade psicofísica do trabalhador. Portanto, a organização do trabalho leva à sobrecarga de trabalho, ritmos intensos, trabalho realizado em pé, trabalho corrido, trabalho em que se realiza esforço físico etc.”, afirma Ferreira.

Com relação aos trabalhadores de enfermagem, por exemplo, segundo explica, os cuidados relativos à saúde são tomados de maneira individual e a questão parece muito mais de cunho pessoal do que da organização, e coletivo ou do ponto de vista da saúde do trabalhador. “Será que pelo fato de lidarem com a questão da saúde, os trabalhadores sentem-se acima dos problemas de adoecimento?, indaga. São dúvidas. Mas, a “onipotência” da categoria como um todo denota muito medo da realidade com a qual lidam diariamente”.

Por Emily Sobral

 

 

 

Trabalhador não é animal de carga

A movimentação de cargas envolvida em processos produtivos da indústria e comércio compreende riscos e pode provocar acidentes. Qualquer condição que abarque transporte, elevação e descarga de objetos feita por trabalhadores deve ser tratada com rigor e análise de risco. Vou abordar apenas a movimentação manual de cargas, que causa maior número de acidentes e doenças ocupacionais.

Cerest Regional de São Luís, um trabalho estratégico

Retorno com minha série Cerests do Brasil. Os profissionais do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, de São Luís, Maranhão, são os apresentados de hoje. A coordenadora do Cerest Regional São Luís, enfermeira Alexssandra Simião, afirma que em sua área de abrangência, que envolve 110 municípios maranhenses, as ocupações que aparecem com maior frequência nas notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) são dos trabalhadores da construção civil e profissionais de saúde,

Abaixo a impressão insegura da indústria gráfica

A indústria gráfica brasileira emprega mais de 200 mil trabalhadores. Assim como a indústria de tintas, como citei no post de ontem, há pequenas, médias e grandes gráficas no País. Cerca de 90% delas são pequenas e não empregam mais do que 20 trabalhadores. Quando se trata de acidentes de trabalho desse segmento,

Tintas com ingredientes menos tóxicos para todos

O processo de fabricação de tintas tem melhorado, mantendo uma orientação menos nociva aos trabalhadores. A redução dos limites de compostos orgânicos voláteis (COVs), a restrição ao uso de chumbo e a formulação à base de água vieram ao encontro da saúde e segurança dos trabalhadores do setor. Mas, ainda assim, há no mercado uma discrepância entre as pequenas,

Impactos no ‘bolso’ da empresa pela má gestão em SST

A deficiente gestão das empresas na área de segurança e prevenção dos acidentes do trabalho trás impactos negativos à sua saúde financeira. Não basta haver legislação sobre SST no Brasil, é preciso que as organizações saibam investir de forma inteligente, fazendo um controle eficaz dos custos de prevenção. Quando ocorrem, os acidentes de trabalho geram prejuízos diretos,

Nos ambientes de trabalho, beber água potável e livre de sujeira é um direito do trabalhador

As condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho estão descritas na norma regulamentadora 24. É obrigação das empresas prover água potável para o consumo dos empregados, em condições higiênicas. A norma especifica que o fornecimento da água para beber seja por meio de copos individuais ou bebedouros de jato inclinado e guarda-protetora, proibindo-se sua instalação em pias e lavatórios,

Empresas ajudam fumantes a serem ex-fumantes

Quem fuma e ainda não sacou que o troço está relacionado às doenças cardiovasculares e cânceres, tem todo o direito de continuar se envenenando. Livre arbítrio e liberdade individual são dois dos maiores bens do ser humano. Certamente, em países democráticos.  Agora, como as consequências do tabagismo são nefastas à saúde pública, não há como não haver prevenção e combate ao fumo,

Como proteger a coluna vertebral dos trabalhadores de banho e tosa

Volto a escrever sobre os pet shops e os riscos aos quais estão expostos os funcionários dos estabelecimentos de higiene animal. Agora, vou evidenciar a questão do risco ergonômico. Quem trabalha com banho e tosa costuma ter lombalgias, lesões da coluna, tendinites (LER – DORT) e fatiga.

Segundo o engenheiro de segurança e ergonomista Osny Telles Orselli,