• Extingue
    Extingue
  • Instituto Treni
    Instituto Treni
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Trabalhadores, cuidado, encolheram os materiais!

Sorrateiramente, uma nova tecnologia começa a ser incorporada à vida das pessoas. Primeiro, ouve-se falar. Depois, estão usando um produto que até pouco tempo ninguém conhecia. Veja o celular. A nanotecnologia é um exemplo disso e engloba uma gama enorme de objetos. Inclusive, o celular. Para quem não sabe, este é produzido com materiais em escala nano, ou nanochip. Quer dizer, uma tecnologia desta magnitude, apesar de ser a manipulação da matéria em escala mínima, com certeza trará impactos no futuro ao homem e ao meio ambiente, hoje, desconhecidos.

Arline Arcuri, pesquisadora da Fundacentro, ensina que para chegar a um nanômetro deve-se dividir um metro por um bilhão. Ou dividir um milímetro por um milhão. Como novidade, a nanotecnologia ainda não tem uma definição consensual entre os pesquisadores do planeta. O que é verdade é que já vem sendo usada em grande escala na indústria. “O diâmetro do fio de cabelo tem até cem mil nanômetros”, ilustra. Os países ricos já investem mais de um bilhão de dólares em pesquisas, por ano. No Brasil, a partir de 2000, o governo federal criou um programa de estímulo à pesquisa em nanotecnologia.

Na medicina, por exemplo, a nanotecnologia é conhecida por causa de medicamento contra o câncer. A partícula da droga, na escala nano, teria uma precisão maior para atacar as células do tumor e preservar as sadias. Há diversas aplicações da nanotecnologia, além da medicina, como na indústria eletroeletrônica e de cosméticos.

Porém, faz-se urgente que profissionais da área de SST procurem conhecer como deve ser a gestão de saúde ocupacional aos trabalhadores que lidam com a nanotecnologia nas suas respectivas funções. “Em breve, não haverá nenhum conhecimento que não incorpore a nanotecnologia”, afirma. Para ela, no entanto, é difícil apontar quais serão os riscos trazidos ao trabalhador. Por exemplo, os celulares de hoje ultra inteligentes feitos com nanochip podem representar risco aos usuários que não se desgrudam deles. Uma realidade aos olhos das pessoas, no ambiente privado ou público. “Do ponto de vista do trabalhador envolvido no processo produtivo do celular, ao contrário, ele não se expõe diretamente ao nanochip porque as empresas têm procedimentos rigorosos, uma vez que uma pequena poeira no ar cobriria milhões de nanochip”, diz. As consequências do nanochip dos celulares à saúde, não apenas dos trabalhadores, mas da população em geral são, na verdade, diversas e desconhecidas.

Já na indústria química, a pesquisadora diz que é diferente porque a nanotecnologia apresenta-se de várias formas. A indústria de plástico que sempre adicionou aditivos na produção de objetos para dar forma e cor com um elemento químico natural, agora o utiliza em escala nanométrica, que é muito mais leve.

“Isso faz com que o trabalhador envolvido com a produção respire as partículas com mais facilidade, penetrando em seu organismo. Nesse caso, os cuidados têm que ser redobrados com relação aos que as indústrias usualmente tomam para proteger os trabalhadores que não lidam com as nanopartículas”, afirma.

Há também hoje catalizadores utilizados como nanodepósitos de metais que, o trabalhador que respirar essas partículas pode ficar vulnerável às inúmeras doenças. “É muito mais arriscado trabalhar com produtos originados da nanotecnologia. Expor-se, no ambiente, às partículas de escala nano pode levar à intoxicação, porque elas penetram nas células e em todos os sistemas do organismo com mais facilidade. A depender da característica da partícula, ao ser inalada, entra pelo nervo olfativo e vai direto ao cérebro”, explica.

Quando se pensa a proteção do trabalhador envolvido com nanotecnologia muitos aspectos são levantados. Por exemplo, as luvas de proteção usadas em atividades com materiais de escala maior pode não servir para resguardar aquele trabalhador que interage com materiais da escala nano. Esses materiais, além de mais penetrantes, podem provocar danos celulares e de maior poder de intoxicação. Arcuri diz que a dificuldade de gestão decorre das dúvidas de todo o mundo em relação aos controles que seriam suficientes para realmente proteger a saúde do trabalhador da nanotecnologia. “Por exemplo, é preciso saber se os exaustares usuais são suficientes. O Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional (NIOSH), entidade internacional, recomenda que os filtros para coletar poeira devam ser do tipo HEPA, que são extremamente eficientes para conter a nanopartícula. Tenho a impressão de que ainda o pessoal de segurança não está preparado para lidar com um material de toxicidade diferente, muito leve e que pode contaminar aqueles que estão por perto, trabalhando, como os vizinhos da indústria que produz algo com a nanotecnologia”, afirma. A pesquisadora diz que hoje, no mundo, os cientistas vêm discutindo e tentando pôr na balança o que é benefício e o que é prejuízo em se tratando de nanotecnologia. Portanto, avaliar os impactos negativos à saúde dos trabalhadores desses minúsculos materiais se faz urgente. É a segurança dos nanomaterias que está no centro das discursões no ambiente do trabalho.

Por Emily Sobral

Má notícia da cadeira: sentar afeta a coluna. A boa: trabalhar faz bem

A revista Superinteressante deste mês publicou uma matéria sobre a cadeira. Sugiro ler todo o artigo, porque quem trabalha sentado e sofre com dores nas costas pode tirar algum proveito. Apenas no século 19 foi possível entornar a madeira com vapor quente para fazer esse objeto mais delicado. Segundo o projetista que pensava o design da cadeira,

“Cuidando da minha vida”

Por Irene Solano da Costa
Sigo este blog assiduamente e desde que comecei a ler os artigos aqui postados passei a ficar mais “antenada” no assunto de segurança. Tenho percebido que ninguém está muito preocupado com isso, e hoje tive a prova de que não mesmo. Há dias funcionários de uma empresa contratada pela prefeitura de São Paulo estão lutando para retirar uma árvore enorme da esquina da minha casa,

SST em estufa de flores. Nem tudo são flores

Segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura, que representa a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais do Brasil, o setor gera 206 mil empregos diretos. Dos quais 102 mil (49,5%) relativos à produção, seis mil e quatrocentos (3,1%) relacionados à distribuição, 82 mil (39,7%) no varejo e quinze mil e seiscentos (7,7%) em outras funções,

Diagnósticos ajudam as adequações da NR 12

Quando em 28 de janeiro voltei ao tema da norma regulamentadora 12, que trata de segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, não imaginava que a argumentação dos profissionais diretamente envolvidos estivesse apenas começando. Recebi ligações de técnicos de segurança preocupados com os riscos das máquinas mecânicas e antigas por onde exercem suas atividades de orientar e evitar acidentes.

Diagnósticos ajudam as adequações da NR 12

Quando em 28 de janeiro voltei ao tema da norma regulamentadora 12, que trata de segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, não imaginava que a argumentação dos profissionais diretamente envolvidos estivesse apenas começando. Recebi ligações de técnicos de segurança preocupados com os riscos das máquinas mecânicas e antigas por onde exercem suas atividades de orientar e evitar acidentes.

Vai viajar no Carnaval? Previna-se antes, para que seu lar não vire pó

Diz o ditado que cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém (exceto, creio, aos vegetarianos). Mas, às vésperas do Carnaval, não resisto em escrever um post sobre incêndio em residência. Se escolher viajar e por mais que ache improvável um incêndio em sua casa, é melhor tomar medidas preventivas.

Não é possível alguém largar a casa para passar os dias de Carnaval na praia deixando uma vela de sete dias acesa.

Basta aos acidentes com tratores

Vou voltar ao tema do post de 13 de janeiro, sobre os acidentes com tratores, porque, infelizmente, os fatos comprovam essa realidade. Segundo pesquisa da Universidade Federal do Ceará, coordenado pelo Laboratório de Investigação de Acidentes com Máquinas Agrícolas (Lima), os sinistros com máquinas agrícolas são frequentes e ocorrem por displicência dos operadores ou negligência.

Audiômetros e verificação audiométrica em trabalhadores para conter a perda auditiva que cresce de forma expressiva

Todos nós vivemos em ambientes barulhentos, o que nos leva, inevitavelmente, com o passar dos anos, a uma perda auditiva. E quanto mais intensa a exposição ao ruído, maior a chance de ensurdecimento.

A médica Maria Meano, pesquisadora da Fundacentro, diz que a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é um dos agravos mais frequentes à saúde dos trabalhadores.

Ganhe o livro de Flávio Peralta e entenda por que a prevenção de acidentes do trabalho é tão importante

“Minha maior alegria foi ter um filho. Quando Jane engravidou, estávamos casados havia dois anos e ainda era um período de adaptação para nós e nossas famílias… Ao voltarmos para casa percebi que o fato de não ter mais os braços seria bastante complicado. Quando eu me sentava, Jane colocava o bebê em meu colo por alguns minutos.