• Extingue
    Extingue
  • Instituto Treni
    Instituto Treni
  • Portal PatiSeg
    Portal PatiSeg

Como proteger a coluna vertebral dos trabalhadores de banho e tosa

Volto a escrever sobre os pet shops e os riscos aos quais estão expostos os funcionários dos estabelecimentos de higiene animal. Agora, vou evidenciar a questão do risco ergonômico. Quem trabalha com banho e tosa costuma ter lombalgias, lesões da coluna, tendinites (LER – DORT) e fatiga.

Segundo o engenheiro de segurança e ergonomista Osny Telles Orselli, nesse setor as patologias osteomusculares são previsíveis e podem ser anuladas com medidas relativamente simples. Para ele, há muitos pontos na prevenção de lesões de coluna que devem ser observados. Por exemplo, a consciência do fato, que busca eliminar a negligência das pessoas com o seu próprio corpo. “É preciso ter compreensão dos efeitos danosos da postura incorreta e da mecânica do corpo em relação à coluna”, explica. O projeto ergonômico do local do trabalho deve ser realidade nos ambientes laborais, pois propicia uma análise do ambiente para modificá-lo, se necessário, e dos equipamentos para manter as condições de segurança e eficiência no desempenho do trabalho.

A prevenção se faz ainda pelo uso de técnicas de posicionamento da coluna. Não se deve jamais trabalhar com a coluna arqueada ou com a parte superior do corpo sem apoio (por exemplo, curvado a partir da cintura). Ao executar algum trabalho em pontos mais baixos, deve-se ajoelhar-se para manter a coluna em uma posição neutra. A coluna vertebral é constituída de 24 ossos denominados de vértebras e forma uma curva em formato de S quando vista de perfil. Essa curva representa a posição neutra, de resistência máxima, que depende da força dos músculos dorsais e abdominais. Ao trabalhar, o melhor é posicionar os objetos na altura da cintura. Assim, evita-se dobrar o corpo na cintura. Por meio de técnicas de correção de postura, é possível prevenir lesões na coluna. Por exemplo, evitar flexionar a espinha, para não aumentar a pressão dos discos e forçar o fluído interno da coluna contra a parede posterior e mais fina dos discos. Para corrigir o aumento da pressão contra os discos, são indicados exercícios periódicos de alongamento dorsal. Desse modo, o fluído interno da coluna será movimentado para frente, contra a parede dianteira e mais espessa do disco, melhorando o intercâmbio de fluído e sua nutrição. Sempre que possível, o trabalhador deve buscar aliviar a pressão sobre os discos vertebrais, transferindo o peso da parte superior do corpo para os braços ou apoiar sobre um suporte enquanto usa as mãos. E, o mais importante, movimentar a área lombar para alimentar os discos da coluna. Deve-se buscar a estabilização lombar durante o levantamento e o manuseio de materiais, como o caso dos animais nos pet shops. Osny cita o kit Ergopet, que foi idealizado por ele, após várias pesquisas e trabalhos em clínicas veterinárias. Esse kit foi desenvolvido para proteção do trabalhador de banho e tosa para proteção aos riscos físicos, biológicos, químicos e, principalmente, ergonômicos.

Por Emily Sobral

Proteção contra arco elétrico: prática segura e uso de EPI adequado

Um dos primeiros textos que escrevi na área de saúde e segurança do trabalho, em 2009, foi sobre os riscos do arco elétrico. Fenômeno físico próprio do funcionamento do sistema elétrico, o arco elétrico consiste em um curto-circuito que ocorre por meio do ar, gerando calor de forma controlada. As queimaduras por arcos elétricos representam grande parte entre os ferimentos provocados por eletricidade em locais de trabalho.

Quem se preocupa com a saúde dos coletores de lixo?

Quem não se lembra do comentário feito pelo jornalista Boris Casoy, durante o Jornal da Band, vazado por uma falha técnica em que dizia: “Que ‘m.’: dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”, em uma reportagem ao vivo, no réveillon de 2009? O áudio gerou grande repercussão e parou na Justiça,

Ergonomia deve permitir que os trabalhadores desenvolvam e construam sua própria saúde

Ergonomia não é apêndice nem suplemento. Quem diz isso é Laerte Idel Sznelwar, médico e coordenador do curso de pós-graduação em Ergonomia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Sznelwar vai além, afirmando que ainda hoje a alta direção das indústrias não entende o que é ergonomia. Daí, a grande questão é como essa ciência que estuda a relação entre homem e trabalho pode,

O que vem de baixo pode atingir e matar trabalhadores

Quem trabalha em tanques, galerias, dutos, silos, poços, esgotos, valas, trincheiras, entre outros ambientes confinados, está exposto a graves acidentes, seja por explosão, incêndio ou asfixia. Para a gestão de segurança em saúde e segurança do trabalho desses locais, existem a Norma Regulamentadora 33 e a ABNT NBR 14.787. Se o espaço confinado é uma área não projetada para a ocupação humana contínua,

O desafio de ser justo ao ir à Justiça do Trabalho por doenças e acidentes do trabalho

Ir à justiça buscar “meus direitos” já é quase um mantra para muitos trabalhadores, que recorrem à Justiça do Trabalho para tentar reparar erros das empresas, depois que são dispensados do emprego. Hoje, as questões das horas extras, verbas de rescisão, reconhecimento de vínculo empregatício e não recolhimento do FGTS estão no topo da lista das causas de ações trabalhistas.

Demitir preconceitos faz o ambiente de trabalho mais saudável

Se os ambientes de trabalho tivessem mais empregados entusiasmados, satisfeitos e contentes estaríamos em outro planeta? Pode ser que sim, mas pode ser que não. Neste planeta em que vivemos, os ambientes laborais podem ser produtivos, lucrativos e felizes. O que não pode haver é discriminação no trabalho por conta da orientação sexual dos profissionais.

Cerest da Paraíba não brinca em serviço

Continuo com a série Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) do Brasil. Neste post vou escrever sobre uma equipe de 26 profissionais, que dá conta de atender 223 municípios do Estado. Segundo a enfermeira e coordenadora do Cerest Estadual da Paraíba, Celeida Barros, há também no Estado os Cerest que atendem as quatro macrorregiões,

Bancários à beira de um ataque de nervos

Sou cliente de um banco privado, que recentemente divulgou seu balanço, com um resultado extraordinariamente VERDE. Volta e meia, recebo ligações de minha gerente (modo de falar, pois não sou dona de ninguém), perguntando se não quero fazer seguro disso e daquilo, aplicações, ou seja, um “cardápio” de produtos financeiros, que não abre meu apetite.