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Sétimo congresso de medicina hiberbárica vem aí. Haja pressão

Há um assunto sobre o qual nunca escrevi, mesmo durante o período em que trabalhei na revista Cipa. Trata-se da medicina hiperbárica. Essa área médica lida com os aspectos fisiopatológicos do mergulho e do trabalho em ambientes pressurizados. Os mergulhadores profissionais e trabalhadores de construção civil, durante a execução de pontes, viadutos e túneis, nas quais se injeta ar comprimido dentro dos túneis ou tubulões para impedir a entrada de água ou desabamento, lidam com riscos inerentes aos ambientes pressurizados. O trabalho sob circunstâncias hiperbáricas expõe o ser humano a condições de pressão superior a atmosfera (1kg/cm²). Como o corpo é constituído de cavidade pneumática e o sangue transporta os gases, as variações de pressão são perigosas. Nesse ambiente, em poucos minutos, o sangue atinge seu equilíbrio, já o tecido adiposo, localizado embaixo da pele, pode demorar a liberar o nitrogênio dissolvido. Por isso, o aumento ou a diminuição da pressão precisa ser vagaroso e em etapas, após o período em que o trabalhador ficou nessa pressão.

Afê, para explicar o conceito dos ambientes pressurizados fiquei até sem pressão! Mas, recobro a consciência e volto a bater na tecla da prevenção de acidentes de trabalho.

Segundo Mariza D´Agostino Dias, médica intensivista e hiberbarista, tanto a entrada como a permanência, bem como a saída de qualquer ambiente sob pressão como água (mergulho) ou a seco (construção civil) devem obedecer a preceitos técnicos contidos em tabelas e ritmos de tempo e pressão para evitar doenças e acidentes disbáricos. “O maior e mais frequente risco é o aparecimento da doença descompressiva, que os trabalhadores chamam de ‘friagem’”, explica.  O anexo seis da norma regulamentadora (NR 15) preconiza a obediência a todas as normas de segurança internacionais para evitar os acidentes disbáricos em geral e as doenças descompressivas em particular, orientando os preceitos técnicos.

“A NR 15, no anexo seis, obriga a realização prévia de dois testes que são feitos em câmara hiperbárica, ambiente controlado de clínica, chamado ‘teste de pressão e teste de tolerância ao oxigênio’. Nesses testes, os candidatos ao trabalho sob pressão são orientados sobre os procedimentos de equalização das pressões e são avaliados quanto à sua capacidade de adaptação ao ambiente. O teste define se o candidato está ou não apto para trabalhos em ambientes hiperbáricos”, afirma. A doença descompressiva, conhecida de barotrauma aguda, se reincidente ou mal conduzida terapeuticamente pode levar a sequelas leves ou até graves, como paralisia das pernas.

Finalmente, desvirginei-me com esse tema, escrevendo sobre medicina hiberbárica para contar que a Sociedade Brasileira de Medicina Hiberbárica vai realizar de 15 a 18 deste mês, o VII Congresso Brasileiro, no Rio de Janeiro.  A médica Mariza, que é diretora científica da SBMH, afirma que a entidade, em conjunto com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), constituiu um grupo de trabalho que elaborou os temas sobre construção civil, que serão discutidos no Congresso, incluindo uma proposta de diretrizes científicas sobre o assunto. “Um dos pontos importantes será a discussão dessas diretrizes que serão depois encaminhadas para a Associação Médica Brasileira, pois muitos pontos das normas estão ultrapassados e necessitam ser revistos”. Mais informações acesse http://www.cbmh2015.com.br/

Por Emily Sobral

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