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SST em estufa de flores. Nem tudo são flores

Segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura, que representa a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais do Brasil, o setor gera 206 mil empregos diretos. Dos quais 102 mil (49,5%) relativos à produção, seis mil e quatrocentos (3,1%) relacionados à distribuição, 82 mil (39,7%) no varejo e quinze mil e seiscentos (7,7%) em outras funções, principalmente de apoio. Em 2013, o faturamento do setor ultrapassou cinco bilhões de reais. No ano passado, a receita cresceu mais 10%, em relação ao ano anterior. Quer dizer, as flores crescem em importância econômica e propagam emoções. Tudo lindo e perfeito se uma pesquisa realizada pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO), não tivesse registrado dados preocupantes em relação à saúde dos trabalhadores em estufas de flores. Segundo Marcela Gerardo Ribeiro, coordenadora da pesquisa, a manipulação de pesticidas em estufas de flores pelos trabalhadores foi o foco do estudo. O objetivo era aferir se há boas práticas no processo produtivo, percepção de riscos pelos empregados e a real exposição ocupacional. Ela diz, porém, que a pesquisa se concentrou apenas na região de Atibaia e Alto do Tietê, São Paulo, ou seja, um universo pequeno, e não quantificou o número de trabalhadores atingidos por agrotóxicos utilizados na produção. “O que notamos nas propriedades que visitamos é que não havia cuidados relativos à prevenção. Por exemplo, ao aplicar os agrotóxicos, os empregados não respeitavam o tempo de reentrada à estufa, que é o intervalo de restrição em que não se pode trabalhar”, explica. Os pesquisadores também apuraram que o trabalho na estufa durante a aplicação dos pesticidas era realizado com pessoas em seu interior, que ficam nesse tempo expostas ao produto. Além disso, constatou-se que os insumos químicos ficavam armazenados em locais inapropriados e sem rótulos informando seus componentes.  “Nossa pesquisa se concentrou em conhecer as condições de trabalho e entender como o empregado percebe os riscos inerentes à manipulação de agrotóxicos”. Muitos deles têm ideia do perigo e dos danos que podem causar à saúde, mas não sabem como se prevenir. Outros, disseram que não tinham equipamentos de proteção individual e, mais preocupante, são os trabalhadores que nem mesmo têm acesso às informações. “Presenciamos quem ignorava ser preciso sair da estufa para a aplicação do agrotóxico”, conta. Nas pequenas e médias propriedades, os produtores não fazem a gestão de segurança por desconhecimento. Em alguns casos, os produtores agrupam-se em associações e recebem ajuda de agrônomos que dão suporte. A lei exige que o pesticida seja comprado por meio de receituário, mas, às vezes, essa questão não é respeitada. “Existem falhas na cadeia como um todo, e não é só a falta da gestão de SST, porque teoricamente a pessoa que aplica o pesticida deveria receber treinamento. Mas, o que ocorre é que muitos não recebem e não são informados em relação aos perigos e  riscos de se exporem aos pesticidas”, afirma.

Nas grandes propriedades, segundo a pesquisadora, a realidade é diferente, e a gestão dos riscos é feita por profissionais habilitados. “Nesse segmento existem produtores de diversos tamanhos, com proprietários de diferentes graus de conhecimento. O que percebi de ponto em comum entre elas é o armazenamento dos agrotóxicos que, às vezes, não é adequado, assim como o acondicionamento do EPI, quando não há ainda o uso de EPI de maneira incorreta”, revela.

Por Emily Sobral

Diagnósticos ajudam as adequações da NR 12

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Ganhe o livro de Flávio Peralta e entenda por que a prevenção de acidentes do trabalho é tão importante

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