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“Apps” também em SST

O tema do post de hoje vai ao encontro do SEMISEG, Seminário de Segurança do Trabalho – ‘Tecnologia como ferramenta de prevenção’, que será amanhã, na Universidade Tiradentes (UNIT), em Maceió, às 18 horas. Tratam-se dos aplicativos voltados à segurança ocupacional. O “App”, como é carinhosamente apelidado o termo aplicativo e que vem do inglês application, é uma coqueluche do bem.

Os “Apps” desenvolvidos para os profissionais do campo da saúde do trabalhador são úteis e devem ser difundidos. Estes ajudam a resolver problemas, servem como fonte de pesquisa ou podem colocar profissionais em contato com serviços. Mais fantásticos ainda porque são criados para utilização em tecnologias mobile, ou seja, plataformas móveis como celulares e tablets, ou sistemas fixos, como os “velhos” desktops. Pessoas que não tiram os olhos e os dedos da tela de um celular estão, na maioria das vezes, acessando os “apps”.

Vou dar alguns exemplos de aplicativos que comprovam que a tecnologia é mesmo uma grande aliada das pessoas e de atividades econômicas. O Moblean é um “App” que monitora os requisitos das normas regulamentadoras (NR), do Ministério do Trabalho e Emprego (NR 18, que estabelece diretrizes no trabalho da Indústria da Construção, e NR 35, que estabelece diretrizes no trabalho em altura, entre outras), no canteiro de obras da construção civil. O Moblean agiliza o processo de avaliação do ambiente de trabalho, garantindo em tempo real a comunicação entre o canteiro de obras e o escritório de engenharia. Também fornece estatísticas sobre a evolução do nível de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) e retorno dos custos das ações de prevenção, fornecendo informações financeiras, usuários, processos operacionais e aprendizagem e crescimento do trabalhador.

O aplicativo móvel de consulta de CA (Certificado de Aprovação) dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), fornecido pelo MTE. O software (lembre-se que “app” é um programa) de consulta do CA vai além da consulta, que já existe no portal do Ministério, e em tantas outras interfaces (este blog tem uma aba de consulta de CA), pois acrescenta mais informações, como a foto do EPI, o link para o site do fabricante, contendo suas especificações técnicas, e promove a interação entre os profissionais de SST.

Outro aplicativo recentemente lançado é o MPT Pardal, do Ministério Público do Trabalho, que permite a apuração de irregularidades trabalhistas. O “app” permite que qualquer pessoa possa realizar denúncias e fazer a coleta imediata de provas para apuração do Ministério Público. Pelo MPT Pardal é possível fazer uma denúncia, enviando uma imagem, vídeo ou áudio, em conjunto com a descrição da denúncia e de endereço e nome da empresa. O MPT ressalta que o “app” só atua em relações a denúncias que prejudiquem grupos de trabalhadores, não atendendo as de caráter individual. Além de uso por pessoas, o aplicativo também pode ser utilizado por agentes públicos. Após receber as denúncias, o MPT as encaminha para as 125 unidades do órgão em todo País para abertura de processo, garantindo o sigilo do denunciante. O MPT Pardal está disponível apenas para plataforma Android.
Para encerrar este post, destaco o Sistema de Informação de Agravos de Notificação – (Sinan), que será o tema da palestra no SEMISEG de Paulo César da Silva Fernandes, coordenador do Cerest Regional de Maceió, e tem como objetivo coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das três esferas de governo, por intermédio de uma rede informatizada, para apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise das informações de vigilância epidemiológica das doenças de notificação compulsória.

Por Emily Sobral

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