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A falta que faz o fisioterapeuta do trabalho

A indústria já abriu as portas, especialmente no ramo metalúrgico e frigorífico, ao fisioterapeuta do trabalho. O excesso de horas seguidas de labuta e os ambientes laborais pouco ergonômicos geram o distúrbio osteomuscular por esforço repetitivo, conhecido por lesão por esforço repetitivo (LER). Segunda maior causa de afastamentos no trabalho no País, a LER não é brincadeira porque atinge a grande maioria de quem trabalha no Brasil. Logo, é natural que as empresas dos diversos ramos, independentemente da obrigatoriedade da lei, comecem a contratar o profissional mais qualificado para tratar desse mal: os fisioterapeutas do trabalho.

A fisioterapia esportiva, por exemplo, desperta o interesse de muito jovens que entram para fazer a faculdade. Esse mercado conta com o glamour que envolve os clubes de futebol. E, no Brasil, futebol tem uma aura de sucesso. Sabemos que não é bem assim, porque há mais profissionais do que clubes com estrutura para contratá-los. Mas, voltando ao fisioterapeuta do trabalho, este tem um campo enorme de atuação e precisa ganhar respeito dos setores produtivos. Muitas vezes, os diagnósticos de LER em trabalhadores poderiam ser evitados se o fisioterapeuta estive presente no serviço especializado de engenharia e medicina do trabalho, cumprido seu papel preventivo.

Alison Alfred Klein, ex-presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho, conhece bem os desafios para a categoria desenvolver-se e contribuir de forma efetiva para a prevenção das doenças osteomusculares ocupacionais.

Ele explica que todo fisioterapeuta graduado pode atuar como fisioterapeuta do trabalho sem necessariamente ter o título obtido pela associação. Com título, são apenas 300 fisioterapeutas. No entanto, no mercado de trabalho, estima-se que chegue a cinco mil fisioterapeutas. “Falta organização à categoria, ao não fortalecer as provas de título da Abrafit. Reconheço, porém, que os profissionais têm atuado de forma interessante, mas ainda de modo desorganizado, o que não demonstra ao mercado a importância do nosso desempenho”, considera.

Uma antiga reivindicação dos fisioterapeutas do trabalho é tornarem-se representados nos grupos de debates em relação à saúde e segurança dos trabalhadores no Ministério do Trabalho e Emprego. De todo modo, Alison admite que a categoria ganha corpo e está se tornando referência às empresas que buscam a ergonomia e o apoio para o suporte dos casos de LER/DORT.

Trabalhar com dor muscular é extremamente ruim ao empregado e, quase sempre, o incapacita. E o fisioterapeuta do trabalho tem muito a contribuir com esse quadro epidêmico, porque leva às empresas os programas de compensação biomecânica das cargas de trabalho e realiza diagnóstico ou avaliação cinesiológica funcional (avaliação fisioterápica), determinando a real condição do sistema osteomuscular do trabalhador. Também desenvolve programas de prevenção, que inclui ginástica laboral, e  desenvolve a cultura ergonômica, além de atuar como assistente técnico pericial nas questões de DORT, entre outras atividades.

Esses profissionais estão capacitados a fazerem o estudo da biomecânica e, principalmente, da fisiopatologia dos esforços. A cinesiopatologia e os estudos cineciológicos permitem, com facilidade, que o fisioterapeuta faça o estudo da função existente ou afetada do trabalhador, com correção do posto de trabalho, além de averiguar toda e qualquer relação entre os movimentos e as possíveis causas das LER ou DORT. Em vez do trabalhador se afastar do trabalho para fazer fisioterapia, é bem melhor que o fisioterapeuta, com ações preventivas, o mantenha saudável em seu posto de trabalho, porque ninguém gosta de adoecer.

Por Emily Sobral

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