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Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô, mas que calor ô ô ô ô ô ô…

Com o sol de rachar mamona que raia sobre nós neste verão, o jeito é se lambuzar de filtro solar, tomar muito líquido e não dispensar o chapéu. Essa proteção vale para todos, e não há quem já não saiba disso. Entretanto, há certas profissões que exigem cuidados especiais pela exposição excessiva ao calor.

Na área rural, aqueles que trabalham de sol a sol, seja com o gado, seja no plantio ou na colheita, merecem cuidados especiais quanto à proteção solar, por estarem mais sujeitos à desidratação, mal-estar, diarreia, queimaduras, insolação, câncer de pele, entre outros problemas de saúde. A mesma atenção deve ser dada aos trabalhadores na área urbana, como carteiros e garis, e aqueles que atuam na construção de pontes e estradas, igualmente expostos diretamente ao  austro-rei. Para todos eles, filtro solar, chapéu, óculos de sol e roupas de proteção metalizadas, que refletem o calor e diminuem a sensação termica são EPIs indispensáveis.

Há ainda os que não trabalham a céu aberto, mas em ambientes fechados, com altas temperaturas, como é o caso dos profissionais de fundição, caldeiraria e indústria alimentícia. A ventilação adequada do local é muito importante, e em alguns casos o ar-condicionado pode ser a solução, desde que a limpeza dos dutos e dos filtros seja feita corretamente, a cada seis meses. Caso contrário, o risco de contaminação por bactérias pode levar a doenças pulmonares graves.

“O calor excessivo predispõe o indivíduo à astenia (cansaço, indisposição, letargia), à prostração, desidratação, insolação e até mesmo à intermação, agravamento da insolação que pode levar ao óbito”, afirma Antonio Ricardo Daltrini, médico, gerente da Coordenação de saúde no Trabalho da Fundacentro.

Segundo ele, as empresas têm interesse em minimizar os danos causados pelo calor, não apenas para resguardar a saúde do empregado, mas também para evitar a queda de produção e diminuir as taxas de absenteísmo e afastamentos em consequência das altas temperaturas.

E para toda a população Daltrini recomenda prevenir-se com proteção mecânica (boné, óculos de sol, filtro solar), ingerir muito líquido e redobrar os cuidados com a higiene dos alimentos.

 Por Dorothea Piratininga

Jane e sua motocicleta. Acidente de trajeto cresce, prejudicando empregado e previdência

Na época do acidente, Jane usava moto para ir ao trabalho

Hoje, Jane Peralta, 47 anos, é uma palestrante vitoriosa na área de segurança do trabalho do site www.amputadosvencedores.com.br, com sede em Londrina, no Paraná. O site foi criado por seu marido, Flávio Peralta, ex-eletricista que perdeu os dois braços num acidente de trabalho.

É de pequenino que se ensina prevenção de acidentes

Em cerca de 10 anos o Brasil poderá ter a prevenção de acidentes do trabalho como parte da cultura popular. Quem acredita nesta ideia de que, na próxima década, o País manterá a prevenção dos riscos de acidentes do trabalho incorporada à sociedade é Robson Spinelli, diretor técnico da Fundacentro. Para ele, porém, esse estágio não surge ao acaso. 

EPI: compre “gato” e pague por ele

Quando se está em jogo a prevenção de acidentes, não há atitude mais obtusa do que comprar equipamento de proteção individual, tendo apenas como critério o preço. Óculos e calçados de segurança, máscara, capacete ou protetor auricular não são produtos quaisquer. Existe a norma regulamentadora 6 (NR6), do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE),

Precaução: muito além da prevenção

Atualmente, o movimento em busca de ambientes laborais mais seguros é mundial.

Em termos de saúde e segurança no trabalho, a comunidade europeia destaca-se como a mais avançada, e isso se deve à sua cultura prevencionista, já bem enraizada na população.

Em 2014 o governo chinês convidou várias organizações internacionais para discutir a necessidade de inserir no currículo de educação do ensino básico a questão da saúde e segurança,

Experiência mais displicência são iguais a acidentes em tratores

 

No trânsito das cidades há motoristas de carros imprudentes que excedem a velocidade, especialmente quando embriagados. Eles atropelam, matam e matam-se. Ficamos chocados com a frequência com que acontecem. No campo, o trator é o veículo que oferece mais riscos aos trabalhadores. Por ter maior fonte de potência para acionar os implementos agrícolas,

NR 12 – Instrumento de prevenção de acidentes com máquinas e equipamentos. Mesmo em vigor, indústrias pedem mais tempo para cumprir a norma

As máquinas do parque industrial do País ainda não estão em dia com a última versão da NR12. A revisão da norma, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, foi necessária por causa das novas tecnologias incorporadas aos maquinários. Logicamente, por fazer parte da legislação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),