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Cerest de Sorocaba: muitas atribuições em grande área de atuação

Todo lugar tem coisas boas e ruins. Sorocaba, interior de São Paulo, por exemplo, é referência nacional quando o assunto é mobilidade por bicicleta. É muito bacana poder ostentar esse atributo. Mas tem o lado ruim também, que é contar com um grande número de trabalhadores na informalidade na construção civil. Isso, sem dúvida, leva à desproteção do operário, que fica vulnerável às doenças e aos acidentes do trabalho. Segundo Fernanda Boécio Ramos Barduco, enfermeira e coordenadora do Cerest Sorocaba, a atividade em sua área de abrangência que mais sofre com os riscos ocupacionais é o setor de construção civil. “É a ocupação mais grave e difícil de trabalhar devido ao elevado contingente de empregados na informalidade”, afirma. A grande massa de trabalhadores na região atua no setor de indústria (35,1%), no de serviços (61,3%), e no segmento agropecuário (3,5%). Além da cidade, as atividades do Cerest Sorocaba estão voltadas para mais 32 municípios (Itu, Itabetininga. Votorantim, Tatuí, Salto, São Roque, Ibiúna, Boituva, Piedade, Porto Feliz, Capão Bonito, Mairinque, Cerquilho, Salto de Pirapora, Tietê, São Miguel Arcanjo, Iperó, Araçoiaba da Serra, Pilar do Sul, Angatuba, Araçariguama, Capela do Alto, Alumínio, Cesário Lange, Guarei, Sarapuí, Tapiraí, Ribeirão Grande, Campina do Monte Alegre, Alambari, Quadra e Jurumi).

Para cuidar dessa significativa abrangência, as ações estão divididas em: Atenção à Saúde, que inclui visita domiciliar para investigação epidemiológica em todos os casos graves de acidentes, que resultaram em amputação, e os ocorridos com menores de 18 anos, e orientação da equipe multidisciplinar para se estabelecer o nexo causal; Apoio Matricial aos serviços de atenção básica, para a sensibilização das equipes, que inclui o agente comunitário de saúde e se ramifica para toda a equipe das unidades; Vigilância em Saúde do Trabalhador, em parceria com os Serviços de Saúde para Notificações dos Agravos à Saúde do Trabalhador. Captação e sistematização das informações notificadas. Análise de dados e divulgação. Estudo multidisciplinar dos casos. Notificação no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN. Visitas técnicas e de assessoria às vigilâncias municipais. Pesquisas de levantamento de dados desenvolvidas em parceria com Universidade PUC. Em Educação em Saúde, envolvendo capacitação para trabalhadores em SIPATS das empresas, capacitações para profissionais da saúde sobre segurança do trabalho, Semana Municipal de Prevenção de Acidentes de Trabalho – SEMPAT, com palestras informativas, culturais e esportivas. Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana – EAD/ Fiocruz, para profissionais da área de vigilância e saúde mental dos municípios da área de abrangência. Encontro regional de CIPAS. Elaboração e divulgação de materiais educativos. Sensibilização das equipes de ESF sobre saúde do trabalhador, construção de projetos terapêuticos singulares junto às equipes NASF para trabalhadores. E, finalmente, a articulação Intra e Intersetorial, participando da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador, com reuniões mensais, informações no blog www.cistsorocaba.blogspot.com.br. Grupo Ampliado de Saúde do Trabalhador, formado por representantes do CEREST, DRS, XVI, GVE XXXI e GVS XXXI, com reuniões mensais. Parcerias com o Ministério Público do Trabalho, Gerência Regional do Trabalho, INSS e Sindicatos.

Fernanda considera que há muito a se discutir na área da Saúde do Trabalhador para que menos acidentes aconteçam. “Hoje falamos sobre o que ele “produz” e deixamos de lado do “como” produz. A responsabilização dos fabricantes das máquinas que, muitas vezes, não têm os dispositivos necessários para garantir a segurança do trabalhador e a obrigatoriedade da fabricação de produtos / equipamentos que não permitam a burla; não deixar dispositivo de segurança em forma de “encaixe”, em que se pode retirá-los, pois isso não é adequado, uma vez que dispositivo de segurança não é opcional. Tirar para deixar o equipamento mais barato ou mais ágil não está correto. O entendimento das empresas de realizar a ‘organização do serviço’, pensando em estratégias do não adoecimento, o quanto isto impacta financeiramente para a empresa e para a sociedade”, analisa. Ela postula ainda que por haver 210 Cerests, sendo 186 regionais, evidencia-se a falta de uma homogeneidade das ações desenvolvidas por esses Cerests. “Por causa disso, necessitamos urgentemente de um Manual da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), quanto ao direcionamento dos serviços e também quanto à equipe mínima para cada Cerest, respeitando seu potencial”, diz.

Em Sorocaba, 11 profissionais trabalham na unidade, sendo três médicos, dois técnicos de enfermagem, um auxiliar de enfermagem, um assistente social, um engenheiro do trabalho e dois administrativos. Esse Cerest iniciou suas atividades em 2002 e foi habilitado pela RENAST, em 2003. Somente em agosto de 2014, a equipe foi para  um prédio exclusivo.

Por Emily Sobral

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