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É de pequenino que se ensina prevenção de acidentes

Em cerca de 10 anos o Brasil poderá ter a prevenção de acidentes do trabalho como parte da cultura popular. Quem acredita nesta ideia de que, na próxima década, o País manterá a prevenção dos riscos de acidentes do trabalho incorporada à sociedade é Robson Spinelli, diretor técnico da Fundacentro. Para ele, porém, esse estágio não surge ao acaso.  Como órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, a Fundacentro é responsável, além de pesquisa na área de higiene ocupacional, em colocar na prática estratégias que levem a informação às pessoas e ao mercado de trabalho.

Uma das políticas para mudar a cultura da indiferença quanto aos riscos ocupacionais por parte do trabalhador e do empregador é levar conhecimento já no início da formação do indivíduo. Spinelli diz que a Fundacentro tem seguido a recomendação dos organismos internacionais do trabalho, que propõe que as nações insiram desde o ensino básico os conceitos de prevenção de acidentes e de doenças do trabalho. “A proposta é levar às escolas do ensino básico até ao ensino superior conteúdos sobre SST”, afirma.

Hoje, o conhecimento sobre os riscos, técnicas e requisitos mínimos sobre segurança do trabalho aos diversos ramos de atividades econômicas ficam concentrados em profissionais da área. São engenheiros, técnicos e médicos do trabalho, entre uma gama de outros especialistas, formados para atuar na prevenção e nas empresas. Mas, como a legislação estabelece que nem todas as empresas são obrigadas a contratar o serviço de engenharia e medicina do trabalho para cuidar da gestão dos riscos, inúmeros setores ficam desassistidos. Desse modo, as empresas que não têm profissionais da área de prevenção ficam mais suscetíveis à ocorrência de acidentes e ao surgimento de doenças relacionadas ao trabalho.

Daí, a informação na base, incluindo os conceitos de prevenção na grade curricular em todos os níveis de formação tende com o tempo a mudar o quadro dos acidentes e doenças do trabalho. Segundo dados oficiais do Programa Nacional de Previdência de Acidentes do Trabalho, do Ministério da Previdência Social, em 2013, mais de 550 mil trabalhadores foram vítimas de acidentes do trabalho.

Outra maneira de induzir e propagar os conceitos de prevenção dos riscos ocupacionais entre as diversas categorias é por meio de mobilização, tanto do governo como dos setores patronais e de trabalhadores. “Embora estejamos numa sociedade contemporânea, muitos empregadores entendem que a legislação da segurança do trabalho é apenas custo e obrigações, que representa gastos adicionais, mas, na verdade, a palavra custo deve ser substituída por investimento”, argumenta. Ao se evitar a ocorrência de acidentes de trabalho, que podem levar à morte de trabalhadores, reduz-se o impacto social e o custo previdenciário. Hoje, os setores de trabalho comportam milhares de atividades, desde a doméstica até a nuclear, porque uma nação só cresce a partir do trabalho e da geração de riquezas. E o estímulo ao trabalho seguro resulta da conscientização de todos.

Como a mobilização não se dá de forma isolada, o Ministério da Educação também está envolvido em introduzir o tema de SST na rede de ensino. No Rio de Janeiro, por exemplo, 52 escolas de áreas das comunidades pacificadas já contam com o tema prevenção de acidentes do trabalho no currículo. Segundo Spinelli, a intenção é envolver as secretarias municipais e estaduais de educação de todo o Brasil para expandir o número de escolas que dispõem de conteúdo de segurança do trabalho aos alunos.

O diretor da Fundacentro reconhece que, para atingir a tão sonhada conscientização da sociedade sobre os aspectos dos riscos ocupacionais, haverá grandes desafios a serem enfrentados para transformar um assunto técnico e especializado ao fácil entendimento do trabalhador em geral. A mobilização vai refletir numa melhor legislação, levando o setor patronal a dar mais qualidade de vida ao trabalhador. Spinelli lembra ainda que, a cultura de prevenção deve começar em casa, ainda quando somos crianças, ao saber que não devemos colocar o dedo na tomada para não levar choque.

Por Emily Sobral

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