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Bancários à beira de um ataque de nervos

Sou cliente de um banco privado, que recentemente divulgou seu balanço, com um resultado extraordinariamente VERDE. Volta e meia, recebo ligações de minha gerente (modo de falar, pois não sou dona de ninguém), perguntando se não quero fazer seguro disso e daquilo, aplicações, ou seja, um “cardápio” de produtos financeiros, que não abre meu apetite. “Minha gerente” é sempre muito simpática, mas explico-lhe que sou apenas uma cliente comum, que tem conta bancária para não deixar a mixaria debaixo do colchão. Ela ri e diz que está fazendo o papel dela. Em geral, entendo e nos despedimos, até a próxima ligação. Sei que atrás daquela gentileza, ela está sob pressão para bater suas metas. A realidade do empregado que trabalha em instituições bancárias vem sendo cada vez mais conhecida. No momento em que revela as estatísticas das doenças mentais entre trabalhadores, uma pesquisa confirma que os riscos psicossociais interferem na vida dos bancários e provocam adoecimento psíquico. O sindicato dos bancários de Brasília, responsável pela pesquisa, que foi realizada entre novembro de 2013 e abril de 2014, entrevistou 2.111 trabalhadores do Distrito Federal. A pesquisa utilizou o Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho (Proart), voltado para o mapeamento dos riscos psicossociais no trabalho, a partir de instrumentos que envolvam a investigação de diversas dimensões associadas à relação trabalhador-organização do trabalho. A pesquisa apontou como os estilos de gestão influenciam no sofrimento patogênico e geram danos físicos, psicológicos e sociais, provocando adoecimento do trabalhador e comprometendo a qualidade do trabalho. Como já se sabe, o aumento excessivo de metas torna o trabalho desgastante, cansativo, permeado por relações tensas com a chefia, trazendo sentimentos de desvalorização. As pressões e cobranças são, por vezes, abusivas e não consideram a ética da relação entre seres humanos. Esses pontos de tensão, captados pela pesquisa, tornam o sofrimento patogênico, minando a saúde e levando ao afastamento no trabalho. A gestão adotada pelos bancos públicos e privados compreende uma postura robotizada de seus empregados, gerando danos psicológicos, sociais e físicos. Os depoimentos colhidos pela pesquisa expõem o sentimento de resignação, por trabalhar com mentiras para conseguir bater metas exorbitantes, que aumentam todos os meses. Com isso, os bancários relatam sintomas como incapacidade de relaxar, irritabilidade, dificuldade para dormir, sentimentos de tensão e tristeza em função de situações de trabalho, que envolvem esgotamento profissional, problemas com mudança de cargo ou de local de trabalho, dificuldades nas relações com colegas e/ou chefias e assédio moral e/ou sexual. Qual será o fim disso? O setor tem todo o direito de lucrar, inclusive para poder gerar postos de trabalho, mas fazer apenas a gestão de afastamentos do trabalho por adoecimento terá um fim ruim e não será só aos trabalhadores. Afinal, qual é o banco que quer um balanço VERMELHO?

Por Emily Sobral

Quem é punido por incêndios?

No Brasil, como se sabe, responsabilizar pessoas por tragédias como incêndios não é tarefa fácil. Puni-las, então, nem se fala. A burocracia e o excesso de leis mais atrapalham do que ajudam. Para piorar, no País, cada Estado tem sua legislação própria de combate e prevenção a incêndios. E, logicamente, a morosidade da justiça é conhecida até por bebê de colo.

Quando o projeto que proíbe o amianto no País sairá da gaveta, que está em Brasília?

É fantástico ver como ainda existem aqueles que lutam por causas dignas. O banimento do amianto no Brasil é uma dessas. Trabalhadores expostos ao amianto correm risco real de desenvolverem câncer de pulmão (asbestose) e na pleura (mesotelioma). A substância é utilizada na fabricação de materiais para a construção civil. No mundo, 68 países já proibiram seu uso,

Trabalhar em frigorífico pode ser uma fria

Comer carne todo mundo quer, pelos menos os que não são vegetarianos ou veganos. Agora, trabalhar em frigoríficos, quem quer? No País, milhares de trabalhadores da indústria frigorífica estão expostos a riscos, nas atividades de abate, desossa e processamento do gado. Apesar de o setor ter incorporado tecnologia e investido no cumprimento de normas,

Tanques queimaram no terminal da Ultracargo, causando destruição. E a espuma de combate atravessou o Atlântico para o combate

O incêndio que ocorreu no terminal químico de Aratu/Tequimar, do Grupo Ultracargo, zona industrial de Santos (72 km de São Paulo), que queimou durante dias, já está sendo considerado pelos profissionais da área como um dos piores da história do País. Os prejuízos ao meio ambiente, seres humanos e econômicos ainda não foram mensurados. Porém,

Ai, que cansaço! Não sou eletrônico, mas quero pausar!

Erros de postura ou repetição intensa de movimentos durante a jornada de trabalho sem as necessárias pausas podem ocasionar, além do cansaço rotineiro, problemas osteomusculares. Para evitar isso, as pausas existem e estão na legislação trabalhista. Os artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que trata do período de descanso e prevenção de fadiga, dispõe que,

Cerest de Passos: conscientização sobre prevenção de acidentes

Intensificar a fiscalização para o cumprimento das normas regulamentadoras, principalmente no setor de saúde, por meio dos Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA) e Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), maior conscientização dos profissionais quanto aos cuidados e a atenção à saúde e maior compromisso dos empregadores quanto à saúde de seus trabalhadores resultariam em menos acidentes de trabalho que hoje acontecem no País.

Amanhã, 28 de abril, é o grande dia da SST. Trabalhadores da Baixada Santista, compareçam ao I Seminário e levem um quilo de leite em pó a ser doado para o Fundo Social de Solidariedade

Para comemorar o Dia Mundial da Saúde e Segurança do Trabalho,  amanhã, 28, entre tantos eventos no País e no mundo, será realizado I Seminário Unificado sobre Segurança e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora da Baixada Santista, voltado aos profissionais e estudantes que atuam na área de SST. O I Seminário pretende ampliar o debate a respeito das causas,

“Cate os resíduos para não virar lixo”. Consulta pública dos resíduos dos serviços de saúde vai até junho

A Consulta Pública no. 20, que discute a revisão do regulamento sobre gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde (RSS), encerra-se em 5 de junho deste ano. Com a entrada em vigor da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e a evolução das tecnologias, a atualização já era desejada pelo setor.

“Luz, quero luz, sei que além das cortinas, são palcos azuis e infinitas cortinas…”

A boa iluminação nos ambientes de trabalho para a imensa maioria das categorias profissionais não é a realidade. É preciso definir, primeiro, que um ambiente bem iluminado oferece quantidade de luz e contrate suficientes. A má iluminação causa ofuscamento, que atrapalha o reconhecimento dos detalhes. Em escritórios, por exemplo, o recomendado é planejar a iluminação sem que a luz natural incida diretamente sobre a tela dos computadores.