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EPI: compre “gato” e pague por ele

Quando se está em jogo a prevenção de acidentes, não há atitude mais obtusa do que comprar equipamento de proteção individual, tendo apenas como critério o preço. Óculos e calçados de segurança, máscara, capacete ou protetor auricular não são produtos quaisquer. Existe a norma regulamentadora 6 (NR6), do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), e seus anexos que trazem todas as orientações a respeito do assunto. Produto sem o certificado de aprovação (CA) emitido pelo MTE não pode ser comercializado. Recentes mudanças do ministério passaram a exigir também um selo de conformidade expedido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), na embalagem do produto.

Ocorre que, na prática, há ainda uma grande quantidade de empresas dos mais diversos tamanhos e segmentos que compra o EPI sem se preocupar com os aspectos técnicos, que visam assegurar a efetiva proteção ao risco de acidente. O trabalhador que usa um EPI ineficaz posto à prova durante um acidente vai ser a principal vítima dessa prática. É a tal história do barato que pode sair caro. E proteger a vida é fazer valer o bom senso, mesmo que se busque o preço justo. É justo!

Os profissionais da área de prevenção de acidentes são aqueles que mais têm condições de orientar na tomada de decisão na compra de EPI. Mas nem toda empresa é obrigada a ter um serviço especializado de engenharia e medicina do trabalho. A lei exige que se contrate profissional de segurança dentro de setores com alto risco de acidentes e com mais de 50 empregados. Como a maioria das empresas do País tem menos de 50, e não contrata técnico nem engenheiro de segurança com base técnica para indicar o produto a ser comprado, a escolha do EPI fica por conta do empresário. Ou pode dar-se da empresa ter uma área de compras, que também deveria seguir a orientação do profissional de segurança. A situação complica-se mesmo por causa do porte das empresas brasileiras. São milhares que não precisam contar com um especialista em segurança e saúde do trabalho que ateste o melhor EPI.

Em geral, é o proprietário que compra. Se ele vai à loja e adquire o produto mais barato sem levar em consideração a qualidade e não procurar saber das especificações  adequadas ao risco que seu trabalhador vai correr, pode acontecer uma tragédia. “Nas micro e pequenas empresas quem decide a compra é o dono que não tem, necessariamente, qualificação para comprar um EPI. É normal que levem o mais barato”, afirma Raul Casanova, diretor executivo da Animaseg. Ele gosta de contar uma história que ocorreu com um aplicador de sinteco na sua própria residência. “Quando vi que ele estava sem EPI, falei que precisava de um respirador. Prontamente saiu e foi atrás de um. Quando voltou, percebi que o produto não filtrava nem poeira. Porque, claro, comprou o mais barato”.

Outro caso de Casanova, que chega a ser engraçado, é de uma pessoa que foi comprar um equipamento contra quedas, na Rua Florêncio de Abreu, em São Paulo, e o vendedor ofereceu um que custava R$ 25, bem barato. E, em seguida, perguntou se o produto seria utilizado por um trabalhador que tinha realmente risco de cair.

– Se for, é melhor não levar este. O vendedor, ao menos foi sincero. É bom que se diga que esse tipo de equipamento custa, no mínimo, R$ 80, se for para proteger, é claro.

O executivo recomenda que a compra de qualquer EPI deve ser precedida da verificação do CA do produto, que não é uma garantia total, porque pode haver falsificação, mas já é uma precaução. Outro passo inteligente é fazer uma consulta no site do MTE para comparar se o número do CA corresponde ao produto autorizado, pois se pode comprar uma luva com número de CA referente ao calçado. Ou seja, observar se é um CA válido que se refere ao produto. Se o EPI é comprado para proteger o trabalhador que será exposto a um determinado grau de risco, mas, pela má qualidade, não irá efetivamente proteger, é melhor pensar duas vezes. Ter esse tipo de EPI para mostrar ao fiscal que todos trabalhadores estão usando é ludibriar e não respeitar a vida humana.

Mas zelar pela integridade e segurança dos empregados é responsabilidade de todos. E só treinamento e conscientização mudarão a “prática do EPI com o menor preço”.

Por Emily Sobral

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