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Assédio no trabalho: dê um basta à humilhação e busque seus direitos

Houve um tempo remoto em que os ambientes de trabalho mantinham patrões e empregados numa relação estreitamente polida. Restava ao empregado cumprir com suas tarefas laborais. E ao empregador, cumprir com as obrigações pecuniárias para com o contratado. Não havia intimidade nem companheirismo entre eles. Pelo menos, era assim que se imaginava ser. De uns tempos para cá se passou a ouvir falar de assédio moral e sexual cometido pelo empregador, vitimando o empregado, com muito mais frequência. A justiça do trabalho vem recebendo processos em que os advogados pautam suas argumentações para estabelecer o nexo-causal entre a prática descabida e um dano à saúde do cliente-trabalhador. A verdade é que o assédio no trabalho existe há muito tempo. Hoje, porém, as vítimas resolveram abrir as cortinas do seu ambiente de trabalho e clamar por justiça.

Segundo Cristiane Queiroz, pesquisadora da coordenação de Saúde do Trabalho da Fundacentro, o assédio moral no trabalho se caracteriza pelas frequentes e repetidas situações de humilhação, menosprezo, exposição ao ridículo, com críticas destruidoras, empobrecimento das tarefas, sonegação de informações, perseguições, isolamento e exigências de tarefas impossíveis ou de difícil alcance, no que diz respeito ao tempo e à quantidade, como metas de produtividade abusivas. “Todas essas situações podem afetar, constranger, desqualificar e afetar psiquicamente um trabalhador ou um grupo de trabalhadores, prejudicando sua integridade pessoal e profissional”, afirma.

Entender os motivos que levam ao assédio no trabalho não é tarefa simples, mas a pesquisadora considera que esse fenômeno ocorre como forma de atender a organização e a gestão do trabalho, em função de relações hierárquicas autoritárias, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e antiéticas.
Não é preciso ser uma trabalhadora jovem com atributos físicos invejáveis para que se sofra o assédio. Qualquer um pode ser vítima das situações de assédio moral, porém, mulheres, etnias diferenciadas, acidentados e adoecidos do trabalho, assim como pessoas com orientação sexual diversa, são mais vulneráveis a essas situações.

Para se livrar do problema, as vítimas precisam enfrentá-las. “Denunciar os casos vividos ou observados, anotar com detalhes todas as humilhações sofridas, dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que também sofrem humilhações do(a) agressor(a), além de evitar conversa a sós, sem testemunhas, com o(a) agressor(a). Deve-se procurar seu sindicato e relatar o acontecido, além de buscar apoio com familiares, amigos e colegas”, explica. Quem é vítima do assédio deve procurar resolver o problema o mais rápido possível, pois os danos ao trabalhador são vários, entre eles, acidentes, doenças, reações psicoafetivas, isolamento e a prática de formas de violências. Por isso, só resta às vítimas buscarem ajuda para se livrarem da perspectiva sombria de viver em humilhação diária. Nenhum ser humano merece passar por uma experiência tão destruidora para a autoestima e vida saudável.

Por Emily Sobral

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