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Reduzir acidentes de trabalho em altura é obrigação de todos

Volto ao trabalho em altura que foi assunto do post do dia 4, quando tratei da impossibilidade de o médico atestar 100% se um empregado é apto às atividades, sem risco de queda. Os médicos do trabalho argumentam que os exames clínicos podem não ser conclusivos e o fator subjetivo em relação às fobias e aos medos de um empregado não é capaz de prever um mal súbito que o leve a cair.

Na verdade, mais do que exigir que médicos resolvam os problemas de acidentes de trabalho em altura, o que se deve discutir são as melhores práticas dessas atividades, que exigem cuidados extremos. A entrada em vigor da norma regulamentadora 35, que trata dos trabalhos em altura, buscou reduzir os índices preocupantes de acidentes no País. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 40% dos acidentes de trabalho no Brasil estão relacionados a quedas de trabalhadores em altura.

“O trabalho em altura torna qualquer atividade potencialmente perigosa, pois a queda pode levar à lesão incapacitante, temporária ou permanente, ou até à morte”, diz Cíntia Souza da Silva, engenheira de segurança do trabalho da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Para ela, a questão do trabalho em altura envolve vários fatores que devem estar relacionados entre si. Respeito às normas, análises de riscos feitas com seriedade, criação de procedimentos de trabalhos adequados, avaliações médicas admissionais e periódicas, trabalhadores bem treinados e equipamentos de proteção individual de qualidade e certificados formam um conjunto de medidas que levam à proteção. Um único requisito não é suficiente à prevenção de acidentes contra quedas.

Cíntia explica que a adoção de medidas para prevenir a queda ou reduzir seus efeitos é responsabilidade de todos. Cabe ao empregador respeitar a legislação, garantir a rotina de procedimentos de trabalho, prover EPIs de qualidade e treinamentos teóricos e práticas aos empregados. Por sua vez, o empregado também deve respeitar a legislação e as normas internas da empresa, utilizar os EPIs e zelar por sua manutenção, além de informar quando esses estão com defeito, e participar dos treinamentos. Cada qual fazendo a sua parte, a tendência é que os registros de acidentes de trabalho em altura caiam mais persistentemente. E o Serviço Especializado de Engenharia e Medicina do Trabalho (SESMET) é quem faz a gestão.

A criação da NR 35 contribuiu para a redução dos acidentes, em especial na construção civil, setor que mais vitima trabalhadores. Se ainda acontecem acidentes com trabalho em altura devem-se à falta de informação. “Em pequenas obras, em que falta conhecimento sobre as normas e o descumprimento da legislação, os acidentes ocorrem, mesmo que o número já venha caindo, de certa forma, graças à NR 35”, afirma. Segundo diz ainda, nessa gestão, é preciso guiar-se por uma hierarquia com medidas de proteção coletiva, medidas administrativas e a utilização de EPIs. Tudo em sintonia e muita dose de responsabilidade ajudam, com certeza, a redução desses acidentes potencialmente mortais.

Por Emily Sobral

 

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