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SÉRIE CEREST: São José do Rio Preto, abrangência recorde

O papel dos Centros de Referencia em Saúde do Trabalhador (Cerests) de prover retaguarda técnica especializada para o conjunto de ações da rede do Serviço Único de Saúde (SUS), nos âmbitos estaduais e municipais de saúde é, sem dúvida, expressivo. Todos os Cerests com os quais mantenho contato para divulgar neste blog contam com envolvimento excepcional dos seus profissionais. Muitos deles agem numa área de abrangência expandida, ou seja, prestando serviços a vários municípios. Desta vez, vou citar um que é recordista de cidades atendidas por uma única Unidade: o Cerest de São José do Rio Preto, que é o mais abrangente de todos do País, pois são 102 (cento e dois) municípios atribuídos como região administrativa, incorporando uma população de 1.475.778, segundo o último censo do IBGE.

Vê-se que pelo tamanho de área, o Cerest tem até uma equipe bem enxuta: são 14 pessoas, sendo um engenheiro de segurança do trabalho, dois médicos do trabalho, dois técnicos em segurança do trabalho, uma enfermeira do trabalho, um fisioterapeuta, um auxiliar de enfermagem, um assistente administrativo, dois agentes administrativos, uma recepcionista, um motorista e um auxiliar de serviços gerais.

“Nossos técnicos são credenciados pela Vigilância Sanitária municipal para fiscalizar, notificar e autuar ocorrências de desrespeito às normas de segurança e promoção à saúde do trabalhador. Se for constatada a omissão das empresas em relação à execução de medidas preventivas de saúde e segurança no trabalho, o Cerest determina ações administrativas que vão desde a advertência até a autuação e interdição de postos de trabalho, máquinas e equipamentos, até a correção da irregularidade, além de encaminhar relatório circunstanciado de investigação dos acidentes graves, fatais e com menores para que o Ministério Público do Trabalho determine outras providências cabíveis”, afirma Marilda Cristina Abrahão de Araújo Rodrigues, gerente do Cerest de São José do Rio Preto.

Segundo conta, para que o trabalho da equipe se torne eficaz, a gestão municipal adquiriu software próprio que registra e sistematiza, por meio da Ficha de Notificação de Acidentes de Trabalho (FINAT), todo e qualquer acidente de trabalho ocorrido e os casos suspeitos de doenças ocupacionais atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Unidades Básicas de Saúde (UBS)s e hospitais do município e da micro região, analisando os casos, além daqueles que são determinados pelo Ministério da Saúde, que são os acidentes graves, fatais e com menores. “Esse novo sistema, que chamamos de VISAT – Vigilância em Saúde do Trabalhador está em fase final de testes e apontará dados essenciais, identificando quais ramos de atividade estão no topo do ranking dos registros de casos, norteando as ações de intervenções das equipes para redução do número de acidentes e doenças ocupacionais”.

Na região, são mantidos ainda os programas de prevenção ao benzeno, amianto e prevenção de riscos aos acidentes de trabalho na construção civil. Semanalmente, as equipes realizam inspeções nos respectivos postos de trabalho.

Na área de abrangência do Cerest de SJRP, as ocupações que geraram os casos mais graves de acidentes foram com os trabalhadores de máquinas, que resultaram em amputações e aqueles com produtos químicos, que ocasionaram queimaduras extensas e óbito, sendo que em ambas também constataram danos estéticos.

Na construção civil, os principais acidentes típicos que ocasionam mortes ou deixam sequelas graves são o choque elétrico, soterramento e a queda por trabalho em altura. “Embora haja formação específica para os trabalhadores do ramo, tais como pedreiros, azulejistas, carpinteiros, eletricistas, pintores, muitos ainda não estão tecnicamente capacitados para as funções, além da recusa sistemática ao uso de equipamentos de proteção individual”.

Para Marilda, para que menos acidentes de trabalho aconteçam no País é preciso efetivo cumprimento das normas regulamentadoras que, por si só, afasta a possibilidade de precarização das relações de trabalho, um dos principais fatores para a ocorrência de acidentes que são perfeitamente evitáveis do ponto de vista da empresa.

O empresário conscientizado entende que aplicar a segurança e saúde do trabalhador não é despesa, mas sim investimento e ganho de produtividade. “Para exemplificar, um exame médico admissional corretamente realizado possibilita, em principio, a constatação de doenças pré-existentes e, depois, caso ocorra, o acompanhamento eficiente de doenças adquiridas na vigência do pacto laboral”, avalia, acrescentando: “a saúde do trabalhador é uma conjugação de esforços que deve ser exercida por todos os atores envolvidos, tendo como principal meta aprimorar nossa capacidade de intervenção para o conjunto de trabalhadores, e não apenas de forma reativa ou pontual”, conclui.

Por Emily Sobral

 

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