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Função de relevância no SESMT

O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) das empresas, públicas ou privadas, tem a função de proteger os trabalhadores contra acidentes e promover sua plenitude física. O SESMT é uma equipe que reúne várias profissões com o mesmo objetivo. O enfermeiro do trabalho, categoria que cresce significativamente no País, vem disputando seu papel de relevância na equipe. “Enfermagem é ciência e arte. Ciência porque reúne conhecimento de pesquisa cientifica e transfere à prática. Agora, também é uma arte porque faz uso criativo e imaginativo do conhecimento para a melhoria do ser humano. Nesse sentido, a enfermagem é uma profissão humanística, dotada de amplo significado social por ajudar o homem a alcançar o bem-estar, físico e mental”, filosofa Marco Antônio de Moraes, enfermeiro do trabalho e diretor técnico de Saúde da Divisão de Doenças Crônicas da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Se o setor de saúde e segurança do trabalho é a “bola da vez”, afinal, não há empresa que cresça e tenha lucro com empregados enfermos, o enfermeiro do trabalho quer ter uma atuação mais fortalecida na área de promoção da saúde. Para isso, ele precisa revestir-se em relação ao estilo de vida do trabalhador, orientando-o para uma melhor qualidade de vida, não apenas no ambiente do trabalho, mas também, no doméstico. Porque quando o assunto é prevenção da saúde, o enfermeiro do trabalho tem um papel, sobretudo, de educar. “O enfermeiro tem de evitar que o trabalhador adoeça. Daí, a importância de sua visão preventivista”, explica.

Ele é o membro do SESMT envolvido em instruir os trabalhadores sobre o controle dos fatores noviços do ambiente ocupacional e a prevenção dos agravos. Muitas vezes, da equipe, é quem dá palestras e promove ações educativas no cotidiano das organizações.  Mas, acima de tudo, é quem vai executar a tarefa técnica e específica, bem como provocar a questão do comportamento humano para obter condições favoráveis à segurança e saúde dos trabalhadores. “Outra função é a de investigação e análise de dados, desde um simples atestado médico até a apuração de caso de gripe e AIDS, que porventura apareça na empresa”, informa.

Inclusive, sabe-se que há um aumento no número de enfermeiros do trabalho no mercado em função de que, hoje, várias empresas contratam esses profissionais para atuarem nos programas de qualidade de vida e não apenas como obrigação legal.

A legislação que regula a categoria de enfermagem do trabalho é de 1987. Nela, está previsto que o enfermeiro do trabalho exerça supervisão sobre o auxiliar e o técnico de enfermagem. Mas, na prática, nem sempre é isso que acontece. Moraes lamenta o equívoco, pois o enfermeiro está mais preparado para orientar, avaliar e preparar os técnicos de nível médio. Para ele, obviamente, não se trata de desmerecer as duas atividades, mas esclarecer que a tarefa do enfermeiro do trabalho é mais complexa do que do auxiliar, que reputa também uma função importante. No entanto, mais simples.

Nas empresas que mantêm enfermeiro do trabalho, em muitas situações de emergência, é ele quem será responsável por prestar os primeiros socorros às vítimas. Aliás, serão as circunstâncias do acidente e se há médico no local que vão determinar a presença do enfermeiro no socorro ao trabalhador. Naturalmente, sem a presença do médico é ele que prestará o atendimento primário para salvar a vida do trabalhador.

Na prática, é ele quem lidera projetos, por exemplo, de controle do tabagismo, de alimentação saudável e de cultura da paz dentro do ambiente de trabalho. Ou ainda, estimula a prática de atividade física, coordena o controle de imunização pela vacinação ou ajuda a combater o alcoolismo dentro da empresa. São inúmeras ações que são conduzidas pelo enfermeiro do trabalho para a promoção da saúde. Sem dúvida, uma atividade que alia ciência e arte.

Por Emily Sobral

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