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Cuidados com a inalação dos pelos. Em pet shops e clínicas veterinárias, os riscos são bem mais que isso

pet shop

Pet shop virou mania no universo do empreendedorismo. As razões são muitas, pois a falta de emprego formal e o amor hiperbólico aos bichinhos geraram o mercado. E não se iludam, os riscos ocupacionais dos pet shops e clínicas veterinárias existem e precisam de prevenção. As normas regulamentadoras existentes utilizadas nos serviços de saúde humana podem pautar os procedimentos de segurança e higiene no setor animal. Mas, nesse setor, não há instrumento específico que proteja o médico veterinário, por exemplo. São as NR1, NR6, NR7 e NR9 que guiam as ações de prevenção a esses trabalhadores. Nesses locais, o papel da vigilância sanitária é essencial. Deve-se lembrar a obrigatoriedade da imunização dos funcionários dos estabelecimentos, com vacinação contra tétano, hepatite e raiva. Também é preciso gerenciar resíduos de saúde, prazo de validade e armazenagem correta de produtos, tipos de revestimentos e pisos e as formas de higienização, uso de EPIs, além de laudos de controle radiológico, conservação e manutenção do prédio. Os riscos à saúde não estão restritos à inalação de pelos. A presença de secreções contaminadas, como fezes, urina, sangue e saliva, é maior em clínicas veterinárias do que em pet shops. Os serviços de banho e tosa oferecem risco físico de ruído e vibração prejudiciais ao ser humano. Em clínicas, há a utilização de produtos antineoplásicos e anestésicos que possuem propriedades nocivas à saúde do ser humano. Os riscos físicos, químicos, biológicos, acidentais ou mecânicos e ergonômicos estão presentes nos diversos tipos de estabelecimentos veterinários. Uma das vias de contaminação de agentes infecciosos pode ser a oral. Nesses locais, a precaução deve ser constante. Há ainda os riscos com os materiais, como agulhas, lâminas e tesouras. O empregado do setor deve munir-se de ferramentas que o proteja, com EPIs e comportamento preventivo. Resumindo: o funcionário deve gostar de si como os donos gostam de seus pets.

Por Emily Sobral

Imperatriz, do Maranhão, um Cerest que não é escola de samba, mas que embala a prevenção de acidentes do trabalho

Escrevendo a série Cerests do Brasil, estou podendo conhecer muitos profissionais do campo da saúde do trabalhador de diferentes regiões, que estão indo a campo e fazendo o “seu melhor”, como diriam os jogadores de futebol. Tanto atuam de maneira dedicada, que os profissionais dos Cerests levam a conscientização sobre a prevenção de acidentes do trabalho como uma missão.

Como salvar pedreiros, pintores e eletricistas dos acidentes com eletricidade? Conscientizá-los é um bom começo

Costumo trazer aos leitores para o último dia útil da semana, a sexta-feira, temas mais amenos ou de melhores perspectivas. Mas, desta vez, às vésperas do feriado de 21 de abril, prefiro utilizar o espaço para tocar em questões perversas. E vou bater na tecla da conscientização, repassando dados de uma realidade que gostaríamos que fosse diferente.

Burnout: médicos precisam de ajuda

Como ser humano que precisa recorrer ao médico quando adoeço, sou crítica de muitos profissionais que se mostram displicentes com a vida humana, fazendo consultas rasas e impessoais, ou quando demonstram falta de preparo técnico-científico. Mas também sei reconhecer que essa carreira suporta enorme responsabilidade, justamente por lidar com a vida humana. Eis que a carreira do médico é uma das mais suscetíveis ao burnout,

Cerest Chapecó, trabalho com dois eixos e muita ação

O segundo post da série Cerests (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), que este blog iniciou na semana passada apresenta a equipe de Chapecó, em Santa Catarina. Aberto em 2007, o Cerest da cidade catarinense abrange 76 municípios nessa macrorregião. Para ser efetivo como centro de referência do trabalhador, a equipe atua para mapear a realidade da saúde de quem labuta em seu território.

Trabalho em altura exige treinamento!

Trabalho em altura sempre terá espaço neste blog, por serem muitos os riscos a que estão expostos os trabalhadores que vivem essa realidade. Há também diversos tipos de atividades envolvidas nesse processo produtivo, que apresenta altos índices de acidentes no mercado brasileiro. Logo, quem exerce tarefas a mais de dois metros, conforme especifica a norma regulamentadora 35,

Assédio moral no trabalho contamina toda a equipe

Bem mais divulgado pela imprensa, o bullying na escola é expresso por maneiras agressivas, intencionais e repetitivas por estudante contra um colega. Exemplo bem conhecido é um aluno chamar a menina da classe de “gorda e balofa”. No trabalho, o bullying, que é conhecido como assédio moral, tem características próprias. Menos agressivo e mais insidioso,

Dinheiro não compra saúde

Os leitores deste blog sabem que estou apoiando o movimento Abril Verde, pois acredito em iniciativas de pessoas que são do campo da saúde do trabalhador e buscam levar conscientização a seus pares. A ideia do Abril Verde absorvida de movimentos internacionais como o Maio Amarelo (redução de acidentes de trânsito), Outubro Rosa (prevenção do câncer de mama) e Novembro Azul (prevenção do câncer de próstata) tem o atributo de mobilizar a classe trabalhadora que,

Saúde e prevenção de acidentes do trabalho ainda estão em segundo plano

Atualmente, as jornadas de trabalho excessivas, pressões por produtividade e o bullying têm sido as principais causas desencadeadoras de muitos dos transtornos mentais nos ambientes laborais. Pesquisadores do campo da saúde e segurança do trabalho analisam os diferentes processos e os riscos específicos de cada categoria, para entender como se devem atender às demandas dos profissionais e livrá-los de adoecimentos,

Dermatose ocupacional: abaixo a automedicação e mais atenção médica

As lesões de pele causadas ou agravadas por agentes no ambiente de trabalho são de difícil diagnóstico. Médicos do trabalho e dermatologistas são, frequentemente, desafiados a reconhecer a doença em trabalhadores que chegam a seus consultórios. A dermatose ocupacional, que representa uma parcela das doenças profissionais, com maior prevalência no setor de construção e indústria metalúrgica,