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Operadores de poda mantêm a arborização das cidades em dia. Mas sem segurança, os “Mãos de tesoura” podem perder os dedos

Por Emily Sobral

A poda de árvores nas cidades é feita pelas prefeituras. Se a árvore está com alguma doença ou praga, a poda ou o corte da planta é necessário.  A arborização do espaço urbano traz melhora à qualidade do ar, diminuição da poluição e maior permeabilidade do solo. O trabalhador que realiza essa função tem muito a se orgulhar. Fazer parte de uma equipe operacional, cuja atividade objetiva manter as árvores bem cuidadas e tratadas, é contribuir um pouco com a qualidade de vida das pessoas. E da dele também. Garantido por lei, o serviço de poda é disponibilizado pela Prefeitura de São Paulo, ao cidadão que o solicita.  Creio que todas as cidades sigam procedimentos similares. Em qualquer época pode ser solicitada a poda, mas, cada espécie tem o seu período do ano mais adequado, levando em consideração a época de reprodução da avifauna. Há finalidades distintas para a poda: por formação (confere uma forma adequada à árvore durante seu desenvolvimento), de emergência (para retirar galhos que colocam em risco a segurança dos cidadãos), poda de limpeza (para eliminar ramos doentes ou danificados), e de adequação (que é para ajustar o crescimento da árvore aos espaços, edificações ou equipamentos urbanos).

Depois dessa abertura, dividida com uma ode à natureza, é evidente que terei que falar sobre os riscos ocupacionais do trabalhador, empregado das prefeituras ou de terceirizadas, que laboram com a atividade de poda. Não são poucos. Cada equipe deve fazer uma análise dos riscos existentes do trabalho antes de sua execução. É preciso saber, por exemplo, quais são os insetos, como casas de marimbondos ou abelhas, ou cabos elétricos, que circundam o espaço onde estão as árvores. A área tem que ser isolada e colocada sinalização. A preocupação com os pedestres faz parte desse planejamento. Deve-se solicitar à concessionária de energia o desligamento dos fios e, de preferência, impedir a presença de água ou outro condutor elétrico. Imagine o risco de haver galho no meio dos fios da energia elétrica, que não tenham sido desligados. Não se deve descuidar da segurança.  Não quero ensinar o Pai Nosso a vigário, mas as atividades de poda devem sempre contar com equipamentos e ferramentas, que serão utilizadas pelo operador, em bom estado de conservação e uso. O trabalhador deve manusear corretamente as ferramentas, para garantir sua segurança e a do entorno. O conjunto de ferramentas inclui tesouras específicas para os ramos de até 1,5 cm de diâmetro. Para galhos maiores de até seis metros de altura, há o podão, que também pode ser usado para ramos de até 2,5 cm. Os ramos pequenos, com diâmetros de 2,5 a 15 cm, são podados com as serras manuais. Já as motosserras cortam galhos superiores a 15 cm de diâmetro.  Foice, machado e facão são utilizados apenas ao corte dos ramos que foram podados e já se encontram no chão. Para garantir a segurança do podador, a corda de sisal é a mais indicada, em operações em copas de árvores. Para alturas maiores, o operador precisa contar com o apoio de escadas, andaimes ou plataformas elevatórias. Por fim, os equipamentos de proteção individual são indispensáveis. Óculos, capacetes, cintos de segurança, luvas de couro, sapatos de borracha e protetores auriculares.

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