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Trabalhadores do agreste e sertão de Alagoas são atendidos pelo Cerest Regional Arapiraca

“Falta de prevenção! O estado deve atuar para garantir a saúde e a segurança dos empregados nos ambientes de trabalho. Valorizar mais o trabalhador, para que haja qualidade de vida no trabalho e melhores salários. Infelizmente, as empresas retratam o descuido com as normas de segurança e com seus funcionários”, afirma Márcia Lúcio, farmacêutica e coordenadora do Cerest Regional de Arapiraca, de Alagoas.

O Cerest Arapiraca foi criado em 2004, com a missão de desenvolver ações na área da promoção, prevenção, proteção e vigilância em Saúde do Trabalhador (ST) da 2ª Macrorregional de Saúde do Estado de Alagoas, o que corresponde a um total de 24 municípios das regiões Agreste e Sertão. Márcia conta que, em 2007, a prefeitura da cidade inaugurou sua sede própria. Entre janeiro a dezembro de 2014, a unidade realizou uma série histórica, por meio do banco de dados das fichas de notificação compulsória do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), para conhecer os principais danos que mais acometeram os trabalhadores de Arapiraca e região. No ano passado, ocorreram 47 intoxicações exógenas, 82 acidentes de trabalho graves, 73 contaminações biológicas e dois casos de lesões por esforço repetitivo. As ações do Cerest alagoano envolvem estudos e pesquisas na área de Saúde do Trabalhador, atuando em parceria com outras instituições de ensino e pesquisa ou que atuem em áreas afins.

“Contribuímos no suporte técnico e aperfeiçoamento de práticas assistenciais interdisciplinares em segurança do trabalho, realizamos pesquisas e ações de vigilância, diagnosticando precocemente doenças profissionais e riscos, integrando atividades que visem à redução das doenças e acidentes nos locais laborais, propomos normas relativas ao diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes portadores de agravos à saúde decorrentes do processo de trabalho, promovemos eventos técnicos, além de elaboração de protocolos clínicos e manuais”, explica Márcia. Além dela, a equipe conta com oito técnicos, um médico do trabalho, uma enfermeira do trabalho, uma assistente social, uma psicóloga, um técnico de segurança do trabalho, um agente administrativo e um auxiliar de serviços gerais.

Por Emily Sobral

Álcool e drogas no trabalho, como lidar de forma tecnicamente correta, legal e eticamente adequada

Ausências reiteradas do trabalho, em especial no início da semana, são sinais de que o trabalhador pode ter problemas com álcool e drogas. Dados da Previdência Social mostram que, entre 2009 e 2013, o número de auxílios-doença concedidos por transtornos mentais e comportamentais pelo uso de drogas aumentou mais de 50% no País – o total foi de 49.276 benefícios.

Como dar saúde ao trabalhador da saúde?

A saúde do trabalhador da saúde foi tema de palestra recente em Santos, São Paulo. Tereza Luiza Ferreira dos Santos, psicóloga e pesquisadora da Fundacentro, abordou as doenças e acidentes de trabalho sofridos por esses profissionais. Trata-se de uma ironia, pois são essas pessoas cujas atividades consistem em melhorar a saúde humana, que mais são vítimas de doenças e acidentes de trabalho.

Trabalhador não é animal de carga

A movimentação de cargas envolvida em processos produtivos da indústria e comércio compreende riscos e pode provocar acidentes. Qualquer condição que abarque transporte, elevação e descarga de objetos feita por trabalhadores deve ser tratada com rigor e análise de risco. Vou abordar apenas a movimentação manual de cargas, que causa maior número de acidentes e doenças ocupacionais.

Cerest Regional de São Luís, um trabalho estratégico

Retorno com minha série Cerests do Brasil. Os profissionais do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, de São Luís, Maranhão, são os apresentados de hoje. A coordenadora do Cerest Regional São Luís, enfermeira Alexssandra Simião, afirma que em sua área de abrangência, que envolve 110 municípios maranhenses, as ocupações que aparecem com maior frequência nas notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) são dos trabalhadores da construção civil e profissionais de saúde,

Abaixo a impressão insegura da indústria gráfica

A indústria gráfica brasileira emprega mais de 200 mil trabalhadores. Assim como a indústria de tintas, como citei no post de ontem, há pequenas, médias e grandes gráficas no País. Cerca de 90% delas são pequenas e não empregam mais do que 20 trabalhadores. Quando se trata de acidentes de trabalho desse segmento,

Tintas com ingredientes menos tóxicos para todos

O processo de fabricação de tintas tem melhorado, mantendo uma orientação menos nociva aos trabalhadores. A redução dos limites de compostos orgânicos voláteis (COVs), a restrição ao uso de chumbo e a formulação à base de água vieram ao encontro da saúde e segurança dos trabalhadores do setor. Mas, ainda assim, há no mercado uma discrepância entre as pequenas,

Impactos no ‘bolso’ da empresa pela má gestão em SST

A deficiente gestão das empresas na área de segurança e prevenção dos acidentes do trabalho trás impactos negativos à sua saúde financeira. Não basta haver legislação sobre SST no Brasil, é preciso que as organizações saibam investir de forma inteligente, fazendo um controle eficaz dos custos de prevenção. Quando ocorrem, os acidentes de trabalho geram prejuízos diretos,

Nos ambientes de trabalho, beber água potável e livre de sujeira é um direito do trabalhador

As condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho estão descritas na norma regulamentadora 24. É obrigação das empresas prover água potável para o consumo dos empregados, em condições higiênicas. A norma especifica que o fornecimento da água para beber seja por meio de copos individuais ou bebedouros de jato inclinado e guarda-protetora, proibindo-se sua instalação em pias e lavatórios,