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Meu lar é meu ambiente de trabalho. Como me proteger?

Converter a casa em ambiente de trabalho tem sido uma realidade para milhares de pessoas que não conseguem emprego. Fazer do próprio lar um “ponto comercial”, em que se prestam serviços faz parte do mercado informal. Essa situação cresce no País, tanto que 40% da força de trabalho brasileira estão na informalidade. Se não há emprego, as pessoas precisam gerar renda de um modo ou de outro. Uma pesquisa de Eduardo Marinho, engenheiro de segurança do trabalho e professor da disciplina segurança, meio ambiente e saúde do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), apresenta dados envolvendo esse público no campo da saúde ocupacional. O estudo “Exposição Ocupacional na Atividade Econômica Domiciliar”, ainda em andamento, abrange moradores de uma parte do bairro da Liberdade, área carente de Salvador, na Bahia. Segundo ele, as atividades domiciliares encontradas nessas regiões envolvem os variados tipos de comércio, desde bebidas, alimentos até pequenas mercearias. Lá, muitos trabalham com a produção caseira de comida, como salgadinhos, acarajés e doces. Também, o salão de beleza no domicílio, normalmente com uma cabeleireira e uma manicure, principalmente do sexo feminino, foi registrado pela pesquisa, como ainda a costureira que produz roupas para clientes individuais ou é contratada por empresa terceirizada.

É evidente que a atividade econômica domiciliar sustenta muitas famílias, tanto no bairro baiano da pesquisa, como em outros pelo Brasil afora. No entanto, sob o ponto de vista de SST, há nessas atividades riscos de agravos à saúde, sem que a população se dê conta de que deve tomar medidas preventivas. Muitas dessas funções, como a de costureira, oferecem riscos ergonômicos, pois são longas jornadas, em geral, sentada e com postura inadequada, além de acidentes com perfurocortantes.

Já para a cabeleireira também há riscos ergonômicos, que, ao contrário da costureira, fica muito tempo em pé. “É comum a toda atividade informal e domiciliar ter longas jornadas de trabalho”, explica. A cabeleireira fica exposta ao calor do secador, em ambientes estreitos e sem ventilação. Às vezes, ela pode sofrer queimaduras com a chapa de alisamento para cabelo. Porém, o mais grave da função é a exposição à presença de vapores e substâncias químicas, provenientes dos produtos usados nos clientes. Os químicos à base do formol utilizados nas escovas progressivas, que virou febre nos últimos anos, são perigosos e nocivos. O formaldeído é feito a partir do metanol e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a proibir seu uso, embora o produto possa ainda ser empregado em pequenas concentrações de, no máximo, 0,2%. Mas para a profissional de salão que está em contato diário, os riscos de vir a desenvolver algum tipo de neoplasia são reais.

Nas próximas etapas do estudo de Marinho, que este blog pretende divulgar, além de obter dados dos riscos efetivos da população do bairro da Liberdade, serão incluídas as ações de conscientização. “O mais importante da prevenção é a informação, pois se o trabalhador sabe que determinada situação pode trazer-lhe algum dano, mesmo não evitando 100%, ele vai buscar trabalhar de forma mais preventiva”, afirma Marinho.

Por Emily Sobral

 

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