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Os ganhos psicológicos do DDS

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

O profissional de segurança precisa ser um pouco psicólogo (Foto Pixabay)

 

O profissional de segurança do trabalho, especialmente o técnico de segurança do trabalho, precisa ser um pouco psicólogo.

Explico: o Diálogo Diário de Segurança, o DDS, nada mais é do que um recurso comportamental para que os trabalhadores possam gerenciar seus problemas relacionados a não adotarem medidas preventivas. Pelo diálogo entre técnico e funcionários, cria-se a motivação para que todos prezem um ambiente laboral saudável. A comparação parece exagerada? Está certo, um consultório e um divã revelam situações psicológicas muito mais incômodas e subjetivas aos pacientes que procuram ajuda para seus dramas psíquicos. Já a ferramenta do DDS, específica da gestão de segurança do trabalho, é um item prático que deve acontecer antes do horário de trabalho, com no máximo 15 minutos. Objetivamente é o momento para informar os empregados presentes sobre o local, horário e motivo desse diálogo do dia. E quais são os temas a serem abordados no DDS? Primeiramente, cada empresa tem seu público (trabalhadores) específico, envolvido com as funções do ramo ao qual pertence. Ninguém falará sobre os riscos do espaço confinado para quem trabalha em um hospital.

Cada atividade tem seus riscos próprios e seu grau de vulnerabilidades. Mas há temas que precisam estar presentes em qualquer tipo de atuação laboral: a possibilidade de ocorrência de incidentes e acidentes, por exemplo, pois é o tipo de tema que leva à reflexão de todos. Os indicadores de segurança são assuntos relevantes e que devem estar presentes nos DDSs. Se a empresa conseguiu diminuir os índices de acidentes, isso precisa ser compartilhado durante o encontro, pois boas notícias devem ser replicadas e são motivadoras.

Sem dúvida, o DDS é uma ferramenta simples, popular e que tem a adesão dos trabalhadores. Mas que o técnico tem que ser um pouco psicólogo, isso precisa…

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

Um Comentário

  1. Valdir Luz

    Emily, também sempre achei que o técnico de segurança precisa ser psicólogo. Imagine os empregados da construção civil que, muitas vezes, acham que não precisam de usar EPI. tem que saber convencer e torná-los parceiros da prevenção.

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