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Obras que sabem do valor das inspeções são mais seguras

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

Inspeção necessária (Foto Pixabay)

Infelizmente, os acidentes de trabalho na construção civil fazem parte da rotina do setor. Números demonstram que os casos são mais do que o dobro quando comparados a outros segmentos.

Mas, para as construtoras que fazem valer o PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), estabelecido pela norma regulamentadora 18 (NR18), as chances de colocar um freio nesse triste panorama são reais. Os profissionais envolvidos com a segurança dos canteiros de obra e responsáveis pelo PCMAT, engenheiro, médico e técnico do trabalho, têm uma missão e tanto contra os acidentes. Hoje abordo especificamente o valor da inspeção de segurança, ferramenta extremamente eficaz, que tem ajudado as equipes a combater os perigos que surgem dentro de um canteiro de obra. Há a inspeção periódica, que é programada com antecedência e realizada em intervalos regulares. Existe também a inspeção que deve ser feita todo santo dia pelo técnico de segurança, funcionários da produção, operadores de máquinas ou até membros da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). Checam-se todos os itens da obra, desde equipamentos até insumos. Outra, a inspeção por risco específico, analisa uma situação em particular, identificando os agentes de risco, seu ‘tamanho’ e possível gravidade. Com isso, medidas de controle e monitoramento são tomadas para diminuir ou até riscar o perigo do mapa. A inspeção geral, não menos importante, existe para avaliar a fundo todas as instalações que compõem o canteiro de obra.

E ainda sobre inspeção, há a chamada comportamental, em que se analisa a falta de atenção, conhecimento ou habilidades por parte dos trabalhadores. No setor de construção civil, a inspeção é primordial, pois atua como controle, vigilância, fiscalização e observação, que impedem incidentes, e não se estendem em futuros acidentes. Como nesse setor nada funciona sem planejamento, as inspeções devem ter datas e frequências determinadas.

Se houver mudanças de planos, todos devem ser comunicados. E, obviamente, o ‘inspetor’ deve ter conhecimento do que será inspecionado. Nessas inspeções, são observadas as pendências, o funcionamento dos equipamentos, o cronograma de execução e a lista de verificação de segurança. Ah, durante a realização das inspeções, tudo deve ser anotado. Seguindo o passo a passo das inspeções, todo mundo fica protegido. Aí, mãos à obra com segurança.

 

2 Comentários

  1. ROBERVAL JANELI SANTOS

    Em quanto as licitações publicas só observarem preço menor em sua concorrências e não observarem o menor numero de acidentes como condição primeira de ganho da obra,ficaremos ainda por muito tempo sendo os maiores causadores de acidentes.
    Beneficiar o empresário que investe mais na segurança do trabalho deveria ser o fator principal na escolha da empresa ganhadora da licitação.
    O preço deveria ser o menos importante na escolha,¨AQUILO QUE TEM PREÇO NÃO TEM VALOR ,O QUE TEM VALOR NÃO TEM PREÇO ¨ POR EXEMPLO : A VIDA DO TRABALHADOR TEM VALOR.

  2. Melero

    Um dos problemas mais sérios são os PCMAT´s mal feitos. Se as empresas seguissem tudo o que a NR-18 institui para o programa, muitos acidentes poderiam ser evitados. Tem que fazer o PCMAT de VERDADE!

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