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NR 36, independentemente dos irmãos Batista

Por Emily Sobral

Twitter: @EmilySobral       Periscope: @emiliasobral61

É preciso preservar a integridade física e mental dos trabalhadores de frigoríficos (Foto Pixabay)

A norma regulamentadora 36, que trata da segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados, foi publicada em 2013. Conhecida como a NR dos Frigoríficos, a norma era uma demanda para o setor no País que, segundo estimativa, crescerá, e até 2025, vai ocupar o terceiro lugar em produção de carnes, ficando atrás somente da China e dos Estados Unidos. Portanto, muita carne para comer e exportar, assim como muitos riscos aos trabalhadores.

Se lembrarmos de que um dos maiores empregadores do segmento de proteína animal são os irmãos Batista, donos do grupo JBS, envolvidos em crimes de corrupção, a norma era mais do que necessária. Se a reputação dos empresários sofreu abalo pelas investigações por crimes de corrupção, a empresa também ostenta um número inaceitável de acidentes de trabalho, em função do descumprimento das normas de segurança e descaso com trabalhadores que se acidentam ou adoecem.

Por ser uma área historicamente perigosa para os trabalhadores, a NR 36 dos frigoríficos veio preencher essa lacuna, ainda que se conviva com patrões como os Batista. Assim, não apenas a JBS, mas todo estabelecimento que trabalhe com a manipulação de carnes precisa adequar-se aos requisitos da norma, além de que devem ser observadas as condições definidas por outras normas, como a NR 12, que cuida de segurança em máquinas e equipamentos, e a NR 17, que trata de ergonomia.

Os aspectos mais relevantes dizem respeito à adequação e organização dos postos de trabalho, adoção de pausas, gerenciamento de riscos, entrega de equipamentos de proteção individual e rodízio de atividades entre os empregados. No final de 2018, ocorreu na FUNDACENTRO em São Paulo, a 6ª Reunião Ordinária da CNTT (Comissão Tripartite Temática) da NR 36, para discutir como vem sendo sua aplicação e implantação. Na reunião, foi aprovado pela FUNDACENTRO o protótipo de uma máquina para corte de carcaças de médio e grande porte, que atende a NR 36 e a NR 12 (Segurança em Máquinas e Equipamentos). Uma vez aprovada pela Comissão, será feita sua publicação em meios oficiais e definido prazo para as empresas adequarem o local de trabalho ou fazerem a instalação da máquina.

A boa notícia é que a Comissão considera que as condições de trabalho neste setor melhoraram após a NR 36.

Agora você pode ler este post também na PATISEG, portal digital de prevenção de acidentes de trabalho, incêndio e segurança eletrônica.

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